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Insolvências aumentam 11,5% no 1.º trimestre

constituições

O mês de março registou uma diminuição das insolvências em Portugal, com 391 empresas insolventes, menos 73 que no período homólogo de 2019 (decréscimo de 15,7%). Apesar do agravamento dos negócios em março, a queda registada é explicada, em parte, pela suspensão dos prazos estabelecida no âmbito da situação de emergência em Portugal.

Considerando os dados de janeiro e fevereiro, o seu valor acumulado apresenta um incremento de 11,5% face ao ano passado, com mais 149 ações de insolvências.

Até final de março último, as declarações de insolvências requeridas aumentaram 5,1% face a 2019, enquanto as apresentações à insolvência pelas próprias empresas evoluíram de 274 para um total de 359, o que traduz um acréscimo de 31%. Os encerramentos com plano de insolvência aumentaram 54,5% face ao ano passado, evoluindo de 11 para 17. O total de novas ações face ao ano transato traduz o incremento trimestral registado.

Lisboa e o Porto são os distritos que apresentam o valor de insolvências mais elevados: 294 e 357, respetivamente. Face a 2019, verifica-se um aumento de 7,7% em Lisboa e de 7,9% no Porto.

Até março, os decréscimos mais acentuados nas insolvências registaram-se na Horta (50%), Coimbra (33,3%), Setúbal (14,9%), Beja (11,1%), Guarda (11,1%), Vila Real (11,1%), Ponta Delgada (10%) e Madeira (2,8%). Os aumentos face ao ano passado verificaram-se em Angra do Heroísmo (150%), Portalegre (100%), Castelo Branco (80%), Bragança (66,7%), Faro (38,8%), Évora (30%), Viana do Castelo (25%), Aveiro (24,3%), Santarém (22,4%), Braga (22%), Leiria (15,4%) e Viseu (13,8%).

No primeiro trimestre, os sectores com os maiores aumentos nas insolvências foram a Eletricidade, Gás, Água (200%), Indústria Extrativa (100%), Agricultura, Caça e Pesca (63,2%), Hotelaria e Restauração (23,2%), Outros Serviços (23,2%), Comércio a Retalho (20,1%), Comércio por Grosso (14%), Indústria Transformadora (9,7%) e Transportes (1,5%). Apenas três sectores apresentaram decréscimos neste período: Telecomunicações (50%), Construções e Obras Públicas (11%) e Comércio de Veículos (4,4%).

Constituições baixam significativamente em março

As constituições de empresas, no mês de março, passaram de 4.457, em 2019 para 2.319, em 2020, menos 2.138 empresas em termos homólogos (decréscimo de 48%). Em termos acumulados, verifica-se uma diminuição face a 2018 (11,4%) e 2019 (25,7%). No primeiro trimestre deste ano foram constituídas 11.898 empresas, menos 4.118 que em 2019.

O número mais significativo de novas constituições regista-se em Lisboa, com 3.925 empresas (decréscimo de 22,3%) e no Porto, com 2.154 empresas (-25,9%). Todos os distritos apresentam diminuições, sendo as mais significativas as que se registam em Évora (42,9%), Aveiro (40,6%), Angra do Heroísmo (38%), Leiria (35,9%), Bragança (34,1%), Viseu (30,7%), Braga (30%), Madeira (29,9%), Guarda (29,5%), Coimbra (-8,4%), Beja (28,1%), Vila Real (27,6%), Castelo Branco (25,9%), Setúbal (25,9%), Viana do Castelo (25,4%), Santarém (24,1%) e Faro (21,4%).

Exceto o sector de Eletricidade, Gás e Água, que viu o número de constituições aumentar 18,5%, todos os restantes registam decréscimos, sendo os mais significativos os que se assinalam na Indústria Extrativa (76,5%), Indústria Transformadora (33,7%), Comércio por Grosso (31,3%), Construções e Obras Públicas (30,4%), Comércio a Retalho (28,6%), Comércio de Veículos (27%), Telecomunicações (26,5%), Hotelaria/Restauração e Outros Serviços (ambos com um decréscimo de 25,9%) e Agricultura, Caça e Pesca (24%).

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