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“‘Inovação’ é a palavra que melhor caracteriza a 15.ª edição da Alimentaria&Horexpo Lisboa 2019”

Tendo por mote a inovação, a Alimentaria&Horexpo Lisboa 2019 arranca já este domingo, dia 24 de março, para mostrar de que modo o sector está a endereças as futuras necessidades da indústria, da distribuição, do canal Horeca e dos consumidores. Em entrevista à Grande Consumo, Paulo Rodrigues, gestor da Alimentaria&Horexpo, aborda as principais novidades do certame, que prevê um aumento entre 10% e 20% no número de visitantes da distribuição e Horeca, respetivamente.

Paulo Rodrigues

Grande Consumo – Desde sempre que a Alimentaria&Horexpo se posicionou com um palco privilegiado para debater os temas da atualidade e identificar novos desafios no mundo da alimentação, da restauração, da hotelaria e da indústria alimentar. Quais são os objetivos qualitativos e quantitativos da presente edição? Com que expectativa parte para a mesma?

Paulo Rodrigues –Inovação” é a palavra que melhor caracteriza a 15.ª edição da Alimentaria&Horexpo Lisboa 2019, que podemos definir como “uma feira, três salões, toda a oferta reunida”.

Por isso, ao longo dos três dias de certame, vamos dar palco ao que de melhor existe ao nível da produção nacional, da hotelaria e restauração do futuro, dos estilos de vida saudável, da sustentabilidade e da inovação alimentares. Vamos disponibilizar know-how às empresas sobre as novas tendências do sector, possibilitando-lhes as oportunidades de incrementarem o seu negócio, tanto em Portugal como em outros países. A feira contribui para esta dinâmica, trazendo investidores estrangeiros a Portugal para conhecerem a qualidade da produção nacional. Ou seja, os ingredientes para uma boa Alimentaria&Horexpo estão reunidos: 22 mil metros quadrados de espaço ocupado, mais de 800 empresas de forma direta e através de representadas, das quais 50% estão pela primeira vez na feira, mais de duas mil marcas, o Live Innovation Hotel, que, tendo a inovação como pano de fundo, será o “hotel mais tecnológico do mundo”, a pimeira edição do Sushi Cup Portugal, onde os sushiman do país disputarão a oportunidade de carimbar o passaporte para o prestigiado World Sushi Cup Japan 2019, o 3.º Fórum da Distribuição – O Retalho 20-30, que procurará responder à questão “Como será a nova distribuição alimentar e não alimentar na década 20-30?”, e a Kantar Worldpanel que irá procurar responder a “Como crescer num mercado de soma zero?”.

 

GC – Entre as principais novidades do certame encontramos uma nova abordagem ao mercado? A que é que se deve esta aposta?

PR – Sem dúvida. A Alimentaria&Horexpo Lisboa 2019 vai apresentar aos profissionais um espaço que congrega a maior e mais completa oferta do sector, capaz de responder às suas necessidades. Vamos proporcionar às empresas participantes o acesso a um maior número de sectores da procura e, definitivamente, a mais clientes, uma vez que o leque de potenciais compradores é alargado, abrangendo profissionais de todas as áreas.

Ao longo de três dias de certame, vamos colocar em destaque tudo o que as empresas presentes fazem e, ao mesmo tempo, ter profissionais de alto nível e com poder de decisão nos sectores representados a realizarem negócios com as empresas expositoras.

Esta aposta deve-se à própria missão da Alimentaria&Horexpo Lisboa, que cada vez mais quer ser ponte entre abordagens que se traduzem em novas iniciativas na feira e que implicam, por parte das entidades e empresas, novos desafios, de forma a que estas as empresas consigam a curto/médio prazo responder às atuais e futuras necessidades da indústria, da distribuição, do canal Horeca e dos consumidores de hoje e do futuro.

 

GC – Quais outras novidades destacaria da edição deste ano da Alimentaria&Horexpo?

PR – A Alimentaria&Horexpo Lisboa 2019, sendo a maior plataforma de negócios para os setores da alimentação, distribuição e hotelaria em Portugal, tende a proporcionar às empresas participantes uma maior e mais completa oferta no sector.

Este ano, acrescentámos três novos conceitos ao espaço Alimentaria: Saúde e Bem-estar, que será um espaço de exposição dedicado às novas tendências da alimentação saudável; Alimentaria Lab, será uma área que terá em destaque a inovação, a investigação na indústria alimentar e onde poderemos conhecer projetos, produtos, serviços e tecnologias, provenientes de universidades, startups e empreendedores; e Espaço Origens, o nosso ponto de contacto com os vários agentes do sector agroalimentar e onde será possível promover as nossas regiões e os seus produtos, não só em exposição, mas com sessões de showcooking e de degustação.

No espaço Horexpo destaco o Live Innovation Hotel, que se pretende que seja “O Hotel mais Tecnológico do Mundo”. Aqui serão mostradas as soluções, produtos e serviços que seguem as novas tendências do sector hoteleiro no mundo, destacando a importância do processo criativo, a inovação na decoração de interiores e a inovação nos equipamentos, serviços e tecnologias.

Sendo a inovação o principal fator de diferenciação na hotelaria, este projeto contará com as últimas novidades e tecnologia ao nível dos equipamentos, da decoração e dos serviços. O Live Innovation Hotel, que ocupará uma área de cerca de 300 metros quadrados, implantados no Pavilhão 2, é um projeto específico apresentado através de quatro áreas: Cozinha e Sala de Jantar, Receção Hall e Sala de Estar, Terraço e Bar de Apoio, Sala de Reuniões e de Conferências.

 

GC – O que é o Alimentaria Lab? O que vem possibilitar aos expositores e aos visitantes?

PR – O Alimentaria Lab é uma área dentro do salão Alimentaria que terá em destaque a inovação, a investigação na indústria alimentar e onde poderemos conhecer projetos, produtos, serviços e tecnologias, provenientes de universidades, startups e empreendedores.

Como espaço de inovação que é, dará a oportunidade aos expositores de mostrarem aos vários públicos/visitantes partes dos seus centros de investigação, desenvolvimento e inovação. Verdadeira “caixa de surpresas”, o Alimentaria Lab poderá também ser considerado como “rampa” para o aumento das vendas ou mesmo exportações.

GC – A Alimentaria&Horexpo 2019 tem como eixos estratégicos a saúde, a nutrição e a tecnologia. São estes os vetores que dinamizam, presentemente, esta grande indústria?

PR – São algumas das grandes preocupações da indústria e, por isso, vetores que contribuem para a sua dinamização. Hoje, um dos grandes objetivos da indústria é antecipar necessidades e isso fica bem patente em feiras como a Alimentaria&Horexpo Lisboa que, através de três salões – Alimentaria, Horexpo e Tecnoalimentaria –, procura mostrar inovação.

As novas presenças vão ao encontro da procura do mercado, às novas tendências na alimentação, como os alimentos funcionais, bio e vegan, os produtos das nossas regiões de reconhecida qualidade, empresas com muita inovação e um maior cuidado com a sustentabilidade e novas alternativas à embalagem em plástico. A preocupação com o ambiente é uma realidade.

 

GC – Como pode a tecnologia ser aplicada ao sector agroalimentar na perspetiva do consumidor?

PR – A Alimentaria&Horexpo Lisboa tem a missão de proporcionar o palco, a montra para que as empresas que trabalham nas várias áreas – Alimentaria, Horexpo e Tecnoalimentaria – possam mostrar/exibir os seus produtos, as suas inovações aos vários públicos, e as empresas que trabalham ou investigam na área em questão não são exceção. Acreditamos que a resposta à questão poderá ser encontrada durante os três dias da feira, quer através dos 800 expositores, que trarão mais de duas mil marcas, quer através das muitas sessões paralelas.

 

GC – A tecnologia e inovação fazem já parte da estratégia da maioria das empresas do sector ou ainda há um longo caminho a percorrer?

PR – Não dispomos dessa informação, mas acreditamos que faça já parte de muitas empresas. No entanto, e perante as mais de oito centenas de expositores que teremos nos próximos dias, diria que o caminho já está a ser percorrido.

 

GC – O que seria uma boa edição de 2019 da Alimentaria&Horexpo?

PR – As ações que desenvolvemos e organizamos na 15.ª edição da feira são a nossa resposta aos sinais que recebemos do mercado e dos seus agentes económicos. Por isso, perspetivamos aumentar em 20% o número de visitantes no canal Horeca e em 10% na área da distribuição. Comparativamente a anos anteriores, recordo que, de 1991 a 2017, registámos um total de 470 mil visitantes profissionais nacionais, 36 mil compradores estrangeiros e 4.500 ações de reuniões B2B. Em 2017, contámos com mais de 20 mil profissionais.

 

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