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Impossible Foods diz que China é o seu principal mercado para substitutos de carne

A Impossible Foods, uma produtora californiana de substitutos de carne à base de plantas, está a trabalhar ativamente para acelerar a sua entrada na China, a sua prioridade número um quando se trata de mercados estrangeiros, disse o presidente da empresa à Reuters.

A empresa já lançou os seus produtos em Hong Kong e Macau e agora embarca para 450 restaurantes na Ásia, mas quer aumentar a sua presença no continente chinês, onde a produção de carne é mais difícil como resultado da escassez crónica de terra e água, disse Pat O’Brown.

Pat O’Brown afirmou que a empresa estava em negociações preliminares com potenciais parceiros e esperava encontrar empresas ou governos locais que ajudassem a levar a sua tecnologia para a China assim que a empresa concluir os processos regulatórios necessários.

A China é a nossa maior prioridade para expansão futura, ponto final“, disse O’Brown à Reuters durante o Fortune Sustainability Forum realizado na província de Yunnan, no sudoeste da China.

É o maior consumidor de carne do mundo“, disse. “Algo como metade do crescimento global do consumo de carne nos últimos dez anos, mais ou menos, ocorreu na China. Efetivamente, o local onde podemos ter o maior impacto na nossa missão é na China”.

A principal rival da Impossible Foods, a Beyond Meat, sediada em Los Angeles, ainda não se mudou para a China. As empresas estrangeiras também enfrentarão a concorrência de empresas domésticas como a Whole Perfect Foods, sediada em Shenzhen.

O’Brown disse que a Impossible Foods pretende, eventualmente, mover alguma produção para a Ásia, com a empresa já a olhar para locais com potencial, mas não deu mais detalhes.

Assim que passarmos pelo processo e formos recebidos na China pelo governo, e tivermos parceiros com quem trabalhar, avançaremos o mais rápido possível“, acrescentou.

Enquanto o consumo de carne per capita da China é muito menor que nos Estados Unidos, a demanda tem aumentado: produz cerca de 54 milhões de toneladas de carne de porco por ano, cerca de metade do total do mundo.

A produção de carne bovina da China também atingiu o seu nível mais alto em 20 anos no ano passado, com 6,44 milhões de toneladas, e as importações aumentaram. Também compra cerca de 60% da soja comercializada globalmente para alimentar os seus porcos e outros animais.

O governo está a tentar lidar com as pressões ambientais causadas pela pecuária, fechando ou realocando um grande número de quintas de suínos e galinhas mal administradas. A China Nutrition Society até tentou – com pouco sucesso – incentivar o público a comer menos carne e laticínios.

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