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Medidas para reabertura de bares e discotecas são “tardias” e “geram confusão desnecessária”

Foto Shutterstock

Mais de um mês após a APHORT – Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo ter lançado aos empresários de bares o desafio de abrirem as suas portas com regras semelhantes às dos cafés e casas de chá, o Governo vem agora anunciar essa medida.

A associação não compreende porque é que o Executivo demorou tanto tempo a chegar à mesma conclusão. “O Governo ganhava em ouvir mais quem tem soluções para lhe apresentar”, considera Rodrigo Pinto Barros, presidente da APHORT. “A APHORT desde sempre se mostrou disponível e cooperante com os vários ministérios e autoridades de saúde para, de uma forma proativa, dar uma resposta exequível e eficaz face às circunstâncias excecionais que a pandemia veio impor e, neste sentido, estas medidas agora anunciadas pecam por tardias“, afirma.
 

Confusão com disparidade de horários

Reconhecendo que esta medida está longe de ser a ideal, a APHORT defende, contudo, que se trata de uma alternativa mais interessante do que manter os bares e discotecas encerrados. Ainda assim, a associação discorda da hora de fecho definida para os bares e discotecas. “Não faz sentido nenhum haver uma disparidade de horários entre os restaurantes e os bares e discotecas, já que todos estes estabelecimentos irão estar, de forma genérica, sujeitos às mesmas regras, nomeadamente, no que diz respeito à limitação da lotação, à utilização exclusiva de lugares sentados – no interior e nas esplanadas – e ao cumprimento do distanciamento social“.

Tendo em conta a natureza destes estabelecimentos, dedicados à diversão noturna, a APHORT defende que o horário dos bares e discotecas deveria ser equiparado ao dos restaurantes. “Consideramos que, no atual contexto, o horário deve ser igual para todos. Estas regras diferenciadas só vêm gerar uma confusão desnecessária, quer junto dos empresários, como dos trabalhadores e, até mesmo, junto das autoridades de segurança“, defende Rodrigo Pinto Barros.
A APHORT considera que esta situação vem trazer aos bares e discotecas um desafio idêntico ao que foi colocado aos sectores da hotelaria e da restauração, que tiveram que se reinventar e criar uma nova dinâmica de funcionamento.

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