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Frutas e vegetais europeus perdem quota de mercado em relação à produção de países terceiros

A exportação comunitária de frutas e vegetais frescos para países terceiros, até setembro de 2016, caiu 11% em volume, em relação ao mesmo período de 2015, para 4,3 milhões de toneladas, dos quais 2,5 milhões foram frutas (-11%) e 1,8 milhões foram vegetais (-11%).

Em contrapartida, as importações para o mercado da União Europeia cresceram a dois dígitos, de acordo dados do Eurostat, processados pela entidade patronal e exportador espanhol FEPEX.

O valor das exportações da União Europeia de frutas e vegetais frescos para países terceiros aumentou ligeiramente no período analisado, cerca de 1%, chegando a 3.401 milhões de euros, dos quais 2.007 milhões corresponderam a frutas (-3%) e 1.393 milhões a vegetais (+ 9%).

A maçã é o fruto principal exportado pela União Europeia para países terceiros com 1,1 milhões de toneladas, menos 11%, e um valor de 570,5 milhões de euros (-5%), seguido a uma grande distância pela laranja com 250.718 toneladas (+7%) e 156,7 milhões de euros (+ 9%) e a pera com 189.085 toneladas (-22%) e 111 milhões de euros (-16%).

Os vegetais mais vendidos pela União Europeia para países não comunitários são a cebola com 572.597 toneladas (-18%) no valor de 194 milhões de euros (+4%) e a batata com 541.199 toneladas (-15%) e um valor 216 milhões de euros (+8%).

A diminuição do volume de frutas e vegetais exportados pela União Europeia para países não comunitários, que também ocorreu em valor para o conjunto das frutas, reflete a dificuldade de acesso aos mercados da extracomunitários.

Neste sentido, enquanto os envios para países terceiros são reduzidos, as importações da União Europeia destes países crescem em volume e em valor. Assim, a importação de vegetais provenientes de países terceiros aumentou 12% para 1.935 milhões de euros e a de frutas cresceu 9%, para 9.714 milhões de euros, em comparação com o mesmo período do ano passado.

Tomate e feijão verde são os principais vegetais comprados pela União Europeia a países não comunitários, com 358,6 milhões de euros, no caso do tomate, representando um aumento de 12%, e 325,6 milhões de euros, no caso do feijão verde (+3%).

As principais importações de frutas provenientes de países não pertencentes à União Europeia correspondem às bananas com 2.584 milhões de euros, 4,5% mais no período analisado, às uvas com 908.5 milhões de euros (-4%), toranja com 908,5 milhões (-4%) e abacate com 767,5 milhões (+ 52%). Destaca-se também as importações extracomunitárias de laranja com 495 milhões de euros (+5%), abacaxi com 469 milhões (-0,2%) e maçã com 457 milhões (-7%).

Por país, o principal fornecedor da União Europeia de vegetais provenientes de países extracomunitários continua a ser Marrocos, seguido pelo Egito, Israel e Turquia, com crescimento em todos os quatro casos. Já os principais fornecedores de frutas foram a África do Sul, Costa Rica e Colômbia.

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