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Faturação turística nacional cresce, enquanto o consumo estrangeiro cai

A REDUNIQ acaba de divulgar novos dados do seu relatório de análise transacional, o REDUNIQ Insights, que apresenta a evolução da faturação em Portugal, com especial foco nos negócios do sector turístico. Como principal conclusão da sua análise, o REDUNIQ Insights demonstra uma tendência de crescimento da faturação proveniente de cartões de pagamento nacionais, este verão, nomeadamente, de mais 16,5% em relação ao verão de 2019.

Este é um cenário igualmente visível nas atividades económicas associadas ao turismo – hotelaria, restauração e rent-a-car –, que também registaram subidas de faturação nacional face a 2019, respetivamente, 34,8%, 84,3% e 50%.

Em contrapartida, a faturação originada por cartões de pagamento estrangeiros continua inferior aos resultados obtidos há dois anos, apesar desta quebra ser menor do que a que se registou entre o verão de 2020 e o verão de 2019. No total, os negócios arrecadaram, este verão, menos 23,1% do que em 2019, com as atividades de hotelaria, restauração e rent-a-car a obterem menos 39,7%, 19% e 19,1%, respetivamente, neste mesmo período de comparação. Já entre 2020 e 2019, as quebras destas categorias estiveram nos 71,3% para a hotelaria, 55% para a restauração e 59,3% para o rent-a-car.

Relativamente à faturação global, que junta os resultados nacionais e estrangeiros, o valor arrecadado pelos negócios em Portugal, em 2021, foi 5,5% superior ao de 2019.

Apesar da queda da faturação estrangeira, o REDUNIQ Insights regista ainda o crescimento do peso de alguns mercados externos na faturação dos negócios em Portugal  face a 2019, em especial da França, Irlanda e Espanha, que aumentaram o seu contributo para a faturação dos negócios nacionais em 5,5, 4,7 e 1,1 pontos percentuais, respetivamente. Em contrapartida, países como o Reino Unido registaram uma queda de 7,7 pontos percentuais.

Do total de países que contribuíram para a faturação estrangeira em Portugal, o destaque vai para quatro países europeus: França (25,6% do total), Reino Unido (12,9% do total), Espanha (11,3% do total) e Irlanda (8% do total). Encerram este top 5 os Estados Unidos da América, com um peso de 6,1% no total da faturação estrangeira.

 

Por regiões

Já ao nível da análise transacional por regiões, verifica-se semelhante tendência de crescimento da faturação nacional e de quebra da faturação estrangeira nos cinco principais distritos turísticos: Lisboa, Porto, Faro, Madeira e Açores.

Enquanto os resultados provenientes de cartões nacionais ultrapassaram os valores de 2019 em 68,3% nos Açores, 36,6% na Madeira, 26,6% em Faro, 10,5% em Lisboa e 10,3% no Porto, a faturação estrangeira registou o cenário inverso, com quebras  de 40,7% em Lisboa, de 27,4% no Porto, de 22,1% em Faro e de 20,8% nos Açores (excetuando a Madeira, onde subiu 18,1%).

Sobre o cenário traçado no relatório, Tiago Oom, diretor da REDUNIQ, comenta que o mesmo “é o resultado de um conjunto de fatores. Por um lado, podemos justificar o aumento da faturação nacional com a gradual reabertura da economia, aliada a uma forte promoção do turismo em Portugal junto do mercado interno – basta analisarmos o aumento significativo do consumo nacional em regiões como a Madeira e os Açores. Por outro lado, verificamos ainda o impacto significativo da pandemia no regresso do consumidor externo a Portugal, ainda que alguns mercados estrangeiros tenham aumentado a sua faturação em Portugal este ano, quando comparada com anos anteriores”.

 

Pandemia consolidou pagamentos sem contacto

As conclusões do mais recente relatório do REDUNIQ Insights refletem a análise da faturação por cartões de pagamento registadas na rede de pontos ativos da acquirer português num período compreendido entre 1 de julho e 15 de setembro.

Além dos resultados do REDUNIQ Insights, a marca especialista em pagamentos anuncia ainda que a sua rede de pagamentos registou uma quota recorde de pagamentos contactless. Só em agosto deste ano, os pagamentos contactless representaram 67% do número total de transações efetuadas, um valor que contrasta com os 4% de janeiro de 2019 e que, segundo Tiago Oom, “comprova a gradual consolidação dos pagamentos sem contacto e, até, uma crescente adesão dos portugueses a novas formas de pagar, tais como smartphones ou wearables”.

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