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Empresas portuguesas mantêm intenções de contratação positivas

Os empregadores portugueses revelam intenções de contratação moderadamente otimistas para o período compreendido entre outubro e dezembro.

Com 13% a prever um aumento, 5% uma redução e 80% a considerar que não haverá alterações, a projeção para a criação líquida de emprego situa-se nos 8%.

Antecipa-se um crescimento da contratação, durante o último trimestre, em oito dos nove sectores em estudo. A melhoria mais assinalável é prevista nos sectores de transportes, logística e comunicações e de fornecimento de eletricidade, gás e água com projeções de mais 20% e 18%, respetivamente. Consideram-se projeções mais moderadas nos sectores do comércio grossista e retalhista e de finança, seguros, imobiliário e serviços, de mais 12% e 10%, respetivamente.

Outras projeções positivas registam-se para os sectores da indústria e público, com mais 7%, pertencendo a única projeção negativa ao sector da restauração e hotelaria, com menos 4%.

Em comparação com o trimestre anterior, as perspetivas de contratação recuam em oito dos noves sectores. A descida mais acentuada é de menos 26%, no sector da restauração e hotelaria, sendo que o sector da agricultura, florestas e pescas recua 17% e o sector da construção contrai 12%. Os sectores de finanças, seguros, imobiliário e serviços e público, recuam 5% e o sector de transportes, logística e comunicações sobe 6%.

Já face ao último trimestre de 2017, as projeções melhoram em sete dos nove sectores. O sector de fornecimento de eletricidade, gás e água melhora 18% e o sector de transportes, logística e comunicações melhora 16%. Nos sectores de agricultura, florestas e Pescas, Público e do Comércio Grossista e Retalhista, a melhoria é de 3%. Contudo, nos setores da Construção e da Restauração e hotelaria não se projetam alterações. “As projeções do ManpowerGroup Employment Outlook Survey para o último trimestre de 2018 refletem a sazonalidade da atividade económica em Portugal, impulsionada por um aumento de consumo no verão, estimulado pelas dinâmicas do turismo. Estes resultados reforçam a consolidação da estabilidade na economia nacional e traduzem o clima positivo de intenções de contratação para os próximos três meses. As empresas mantêm intenções positivas de recrutar, especialmente no sector de transportes, logística e comunicações, impulsionado pela forte atividade comercial que se antecipa para este período”, refere Raúl Grijalba, ManpowerGroup Mediterranean Regional Managing Director. “Não obstante os valores baixos da taxa de desemprego, 46% das empresas relatam  dificuldades em preencher as vagas de que dispõem e procuram providenciar formação e desenvolvimento adicional, bem como utilizar diferentes modelos de trabalho e explorar novas fontes de atração de talento. As marcas enfrentam o grande desafio de serem capazes de atrair o talento de que necessitam e de garantir as ferramentas de que as pessoas necessitam para desenvolver as suas competências e manter-se adaptadas a um mundo do trabalho cada vez mais competitivo e digital”, acrescenta Raúl Grijalba.

Os empregadores portugueses de duas das três regiões consideradas para o estudo contam aumentar as suas equipas durante o quarto trimestre. A projeção mais forte regista-se na região Norte, com uma previsão de mais 14% e a Centro, com mais 8%. A Sul revela alguma incerteza, com os empregadores a projetarem menos 3% de intenções de contratação.

Comparativamente ao terceiro trimestre do ano, as intenções de contratação são consideravelmente mais baixas, tanto no Sul como no Centro, recuando 14% e 9%, respetivamente. A Norte as previsões mantêm-se estáveis.

Em comparação com o último trimestre de 2017, a projeção para o Norte é significativamente mais alta, subindo 9%. Também no Centro a projeção é mais alta, 4%, contudo a sul a projeção recua 4%.

Projeta-se um aumento nos níveis de contratação, em três das quatro categorias de dimensão, durante o próximo trimestre. As grandes empresas esperam um acentuado crescimento no ritmo de contratação, mais 31%, por sua vez, as médias e pequenas empresas também fazem projeções positivas, de 9% e 4%, respetivamente. Não são esperadas alterações significativas na atividade de contratação das microempresas.

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