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Empresa de moda infantil Orchestra entra na corrida para aquisição da Toys ‘R’ Us França

O rumor já circula há algum tempo, mas agora o principal executivo da Orchestra, Pierre Mestre, confirmou a pretensão de adquirir a filial francesa da Toys ‘R’ Us e tornar-se no líder absoluto no mercado infantil em França.

O tribunal comercial de Evry decidirá, no dia 3 de outubro, sobre um possível novo começo para a cadeia de brinquedos sob a alçada de um novo proprietário. Dois candidatos já haviam anunciado oficialmente o seu interesse nestes ativos: um franchisado da Galeries Lafayette que também se interessou na compra da La Grande Récré, outra cadeia de brinquedos francesa em dificuldades, e a Cyrus, que fechou um acordo de colaboração para esse fim com a Picwic, cadeia de brinquedos do império Mulliez (Auchan, Leroy-Merlin, etc).

A informação de que a Orchestra, que anteriormente adquiriu a empresa belga Premaman, está interessada na cadeia de brinquedos circula há algumas semanas. Numa conversa com o Le Figaro e a LSA, Pierre Mestre já o tinha confirmado. O gestor pretende “pessoalmente” assumir 38 das 53 lojas e 907 dos 1.152 funcionários. Pierre Mestre também planeia um investimento de 60 milhões de euros para fazer a cadeia “renascer das cinzas”, tendo, para tal, obtido um acordo com o fundo de investimento norte-americano Pimco.

Ambas as corporações continuarão a existir independentemente na primeira fase, mas estarão ligadas entre si por meio de acordos de franquia cruzados“, revela o gestor. “Haverá uma gama de produtos conjunta para ambas as cadeias, sendo que a Orchestra fornecerá roupas e artigos para crianças e a Toys ‘R’ Us fornecerá os brinquedos“.

Se o tribunal confirmar a aquisição, Pierre Mestre ainda precisa de cuidar de um detalhe importante: os direitos da marca Toys ‘R’ Us. Se não fechar um acordo com o detentor dos direitos, a empresa adquirida será renomeada como Orchestra & Toys. “Ambos os mercados são complementares“, afirma o responsável da Orchestra. “As roupas fornecem tráfego durante todo o ano, enquanto as lojas de brinquedos perdem dinheiro de janeiro a outubro. Além disso, o mercado de moda infantil é menos sensível à Internet do que o mercado de brinquedos“.

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