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Economia mundial deve crescer 6,2% em 2021

Foto Shutterstock

Com o avanço das campanhas de vacinação, a economia mundial está a recuperar plenamente da grande recessão económica de 2020 provocada pela pandemia da Covid-19. De acordo com a análise difundida no mais recente Economic Outlook, a Crédito y Caución prevê que a taxa de crescimento global alcance os 6,2% em 2021, acima das previsões realizadas há seis meses.

Os estímulos fiscais estão a ser parcialmente ampliados em 2021 e o apoio monetário mantém-se flexível, apesar das crescentes pressões inflacionistas. Embora no futuro seja necessário fazer face ao custo económico da pandemia, o ritmo da recuperação mantém-se alto, sobretudo nos mercados avançados com taxas de vacinação elevadas.

Será um desafio para os governos e para os bancos centrais encontrar um caminho para sair da pandemia. As perspetivas de recuperação parecem boas graças ao aumento da procura dos consumidores e aos estímulos fiscais, mas o aumento da inflação indica que há problemas de oferta que devem ser superados. Ainda esperamos que a inflação regresse aos níveis normais em 2022 já que as elevadas taxas continuam a representar um risco de baixa, especialmente se desencadearem um endurecimento forçado da política monetária que dificulte a recuperação“, explicou o economista chefe da Atradius, John Lorié.

 

Crescimento

A seguradora de crédito prevê que as economias avançadas cresçam 5,8% em 2021, mais do que compensando a queda cumulativa do PIB em 2020. Algumas das incertezas que pairavam sobre o mercado em 2020 desapareceram.

Os Estados Unidos mantêm uma política comercial mais previsível e implementaram vários projetos de lei de estímulo fiscal, impulsionando o crescimento do PIB nos EUA e noutros países.

As perspetivas para o Reino Unido também são melhores do que as realizadas no início de 2020. Os consumidores estão a impulsionar a recuperação, com fortes crescimentos nos sectores da hospitalidade, apesar do crescimento do comércio com a União Europeia ter ficado prejudicado devido ao Brexit e às incertezas sobre a pandemia.

 

Variante Delta

As infeções pela Covid-19 estão a aumentar novamente em vários mercados avançados importantes devido à variante Delta mais transmissível. No entanto, a crise sanitária é menos aguda do que em 2020, pois os programas de vacinação estão a evitar taxas mais altas de hospitalização.

A variante Delta é uma ameaça maior para os mercados emergentes com taxas de vacinação mais baixas. Os mercados emergentes da Ásia tinham a pandemia sob controlo, até que esta variante começou a expandir-se nos últimos meses. No entanto, as perspetivas de crescimento para a região permanecem relativamente boas.

A América Latina apresenta uma das taxas de infeção mais elevadas do mundo, mas beneficia de restrições mais flexíveis e da forte recuperação dos EUA.

As previsões de crescimento baseiam-se no facto de que os diferentes países vão manter a pandemia sob controlo e que serão capazes de conter efetivamente novos surtos do vírus. Além disso, a vacinação vai continuar sem problemas de abastecimento. No entanto, se as vacinas forem menos eficazes do que o esperado contra novas variantes do vírus como a Delta, as restrições podem ser reimpostas ainda este ano. Isso reduzirá as oportunidades de consumo e arrastará o crescimento do PIB em 2021 e 2022.

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