Tecnologias de Informação e Comunicação
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De tecnologias emergentes à decisão estratégica: as 10 tendências que vão marcar 2026

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A Juniper Research revelou o seu relatório anual Top 10 Emerging Tech Trends, antecipando as tecnologias que deverão moldar as estratégias empresariais e os investimentos ao longo de 2026. O estudo, que assenta em investigação independente e evidência de mercado, destaca apenas soluções com um percurso credível rumo à adoção e implementação em escala.

Segundo a consultora, 2026 será um ano de viragem: tecnologias que até há pouco tempo eram meramente conceptuais estão agora a exigir decisões concretas por parte das organizações, em áreas tão diversas como segurança digital, computação avançada, energia e infraestruturas.

Segurança e computação no centro das prioridades

No topo das tendências surge a criptografia pós-quântica, impulsionada pelos esforços de normalização internacional. A Juniper antecipa que estes avanços vão acelerar modelos híbridos de implementação, combinando sistemas clássicos com novos algoritmos resistentes a ataques quânticos.

Outra das grandes apostas é a computação neuromórfica, com o lançamento esperado, em 2026, de chipsets comerciais capazes de responder aos atuais bloqueios da inteligência artificial, nomeadamente em consumo energético e latência. A par desta evolução, ganham terreno os sistemas multiagente, com empresas a investirem em agentes especializados por domínio para aumentar a eficiência e a autonomia dos seus sistemas de IA.

Da inteligência artificial física à robótica humanoide

O relatório aponta ainda para avanços significativos na chamada IA física, com progressos substanciais na robótica humanoide previstos para os próximos três anos. Esta convergência entre software inteligente e hardware avançado poderá ter impacto direto em sectores como a indústria, a logística e os serviços.

Para suportar o crescimento da IA, a Juniper identifica também um interesse crescente em microfluídica como solução de arrefecimento de nova geração para chips de alto desempenho, respondendo às exigências térmicas cada vez mais críticas dos centros de dados.

Energia, mobilidade e resiliência das infraestruturas

No domínio da mobilidade elétrica, o carregamento sem fios de veículos elétricos deverá ganhar escala graças à aceleração da implementação de infraestruturas, abrindo caminho à adoção em massa. Já no sector energético, os pequenos reatores modulares (SMR) entram no radar estratégico, com aprovações regulatórias a desbloquearem o seu potencial disruptivo na geração de energia.

A crescente dependência de plataformas digitais também traz desafios. As falhas registadas em ambientes multi-cloud em 2025 colocaram a resiliência no centro das preocupações, levando as organizações a repensar arquiteturas e estratégias para 2026. Em paralelo, o aumento das ameaças aéreas impulsiona o desenvolvimento de tecnologias antidrones, consideradas cada vez mais críticas para a segurança de infraestruturas e eventos.

Edifícios inteligentes e plataformas abertas

A fechar a lista surgem os edifícios inteligentes de código aberto, com plataformas interoperáveis a ganharem destaque num contexto de maior procura energética. A Juniper prevê que esta abordagem aberta acelere o crescimento do mercado, facilitando a integração de sistemas e a gestão eficiente de energia.

2026 como ponto crítico de adoção

Em áreas como segurança, computação, energia e infraestruturas, as organizações são hoje forçadas a tomar decisões reais sobre tecnologias que, há poucos anos, eram apenas teóricas”, sublinha Molly Gatford, analista sénior da Juniper Research. O grande desafio, acrescenta, será a rapidez com que as empresas conseguem adotar estas soluções sem aumentar riscos ou complexidade, avaliando se têm maturidade organizacional para as escalar.

Cada tendência é classificada de acordo com o impacto esperado e acompanhada por uma análise detalhada do que irá acontecer, porquê e porque 2026 representa um momento decisivo. Ao condensar meses de investigação num guia acessível, o relatório pretende apoiar o planeamento estratégico em tecnologia, infraestruturas e serviços digitais, ajudando os decisores a concentrar-se nas inovações que exigem atenção imediata.

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