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CVR Lisboa quer aumentar na certificação em 2017

Em 2016, a CVR Lisboa bateu todos os recordes com 36 milhões de garrafas certificadas, o que corresponde a um aumento de 13% face ao ano anterior. Este ano, com o objetivo de aumentar 10% na certificação de garrafas, a CVR Lisboa baixou em 15% os custos na compra de selos de garantia para os produtores. Vasco d’Avillez, presidente da CVR Lisboa, assegura ainda que a comissão vitivinícola vai investir na promoção e divulgação dos produtos vínicos da região, para incrementar o reconhecimento dos Vinhos de Lisboa junto dos consumidores.

A Comissão Vitivinícola da Região de Lisboa (CVR Lisboa) anunciou, no início do 2017, que os produtores de vinho da região iriam colocar os seus vinhos no mercado com menos 15% dos custos que tiveram na compra dos selos de garantia em 2016.

Esta medida vem no seguimento do recorde alcançado no ano passado, com 36 milhões de garrafas certificadas, o que corresponde a um aumento de 13% face ao ano anterior. “A certificação dos produtos vínicos é um elemento fulcral para a sustentabilidade e sucesso das vendas. É cada vez mais uma garantia, não só da qualidade, mas também das características únicas que a nossa região tem. Primeiro, baixámos as taxas pagas pelos vinhos DOC, para ficarem iguais aquelas que pagam os vinhos regionais. Com este passo, estamos a fomentar o aumento da certificação dos vinhos DOC. Depois, baixámos este conjunto em 15% de modo a fomentar o aumento geral da quantidade de vinho certificado. Esta redução é bastante importante, sobretudo na Região Vitivinícola de Lisboa que ainda certifica uma percentagem relativamente baixa de toda a sua produção anual”, afirma Vasco d’Avillez, presidente da CVR Lisboa. “É o objetivo da região vitivinícola ter um crescimento da certificação dos seus produtos vínicos em 10%, chegando, em 2017, próximo dos 40 milhões de garrafas”.

Com o maior orçamento de sempre, a CVR Lisboa investe mais de um milhão de euros em promoção e divulgação dos produtos vínicos da região, para incrementar o reconhecimento dos Vinhos de Lisboa junto dos consumidores. A comissão vitivinícola “vai procurar reforçar a divulgação dos produtos vínicos nos mercados externos, com a promoção em revistas de renome internacional e participação em conceituadas feiras”, diz o presidente.

No mercado nacional, a CVR Lisboa, que abrange 26 Câmaras Municipais, vai apostar na vertente do enoturismo, com o objetivo de aliar os seus agentes económicos com o território. Pretende, ainda, renovar e relançar as Rotas dos Vinhos de Lisboa, inclusive com a criação de um portal de entrada para a região, e abrir a primeira loja dos Vinhos de Lisboa, no Mercado da Ribeira, em parceria com a autarquia local. “Além disto, sendo esta CVR a entidade líder num projeto comunitário – Projeto Estratégico de Apoio à Fileira do Vinho na Região do Centro -, do Centro 2020, feito em conjunto com outras quatro CVR’s (Bairrada, Beira-Interior, Dão e Tejo), está, com os seus parceiros, a procurar promover e investigar as regiões vitivinícolas localizadas no Centro de Portugal, o que constitui uma atitude inovadora que irá moldar, esperamos nós, o futuro do Portugal vitivinícola”, acrescenta o responsável.

Vinhos de Lisboa
Esta Comissão Vitivinícola foi constituída em 2000 como CVR Estremadura, iniciando atividade em 2001 e alterando a sua designação social em 2007 para CVR Lisboa. “Desde a sua criação que se pode fazer um balanço bastante positivo”, afirma Vasco d’Avillez, “sobretudo a partir da alteração para a indicação geográfica ‘Lisboa’, feita na altura em que se juntaram a nós as denominações de origem de Colares, Bucelas e Carcavelos”.

Esta junção permitiu um incremento da notoriedade dos vinhos, em geral, e da informação dada aos consumidores, sob a forma de divulgação. “Importa também referir que em 2007 foram certificadas cerca de 16 milhões de garrafas e que no ano de 2016 foram certificadas cerca de 36 milhões. Este crescimento deve-se à evolução da qualidade e ao desenvolvimento dos fatores de produção na região que, sobretudo nos últimos 20 anos, tem vindo a ser notícia constante e tem trazido muito sucesso adicional para os vinhos aqui produzidos”.

Face aos anos anteriores, o maior desafio será o de manter um crescimento constante da certificação dos Vinhos de Lisboa, bem como prosseguir a conquista de cada vez mais medalhas em concursos internos e concursos internacionais. Assim como aumentar a notoriedade dos Vinhos de Lisboa junto do canal Horeca, tanto a nível nacional como nos mercados externos.

A Região dos Vinhos de Lisboa é uma terra de diversidade, resultado da diferenciação de solos, castas, ventos, o Oceano Atlântico e de tantos outros aspetos. Uma diversidade que é transportada para os vinhos. “Este descritivo é conhecido entre nós pelo ‘terroir’ e, de facto, é ao conjunto de diferentes ‘terroirs’ a que estamos ligados que devemos este crescimento e este aumento de vendas, em especial na exportação”, refere Vasco d’Avillez.

Espelho desta diversidade são os grupos em que se dividem os vinhos da região. De forte tradição vinícola, agrega alguns dos DOC’s mais reconhecidos a nível nacional e internacional, entre os quais “Colares”, “Bucelas”, “Carcavelos”, “Óbidos”, “Alenquer”, “Arruda dos Vinhos”, “Encostas D’Aire” e “Torres Vedras”, para além do vinho regional Lisboa. “Apesar de sermos uma região com um histórico bastante importante no contexto nacional, desde o Marquês de Pombal, grande entusiasta dos Bucelas, aos vinhos históricos da região, como os de Colares, ou às especialidades, como é o Generoso de Carcavelos e a Aguardente da Lourinhã, mesmo assim, temos de continuar a insistir e a trabalhar no aumento da qualidade dos produtos vínicos”, reitera o presidente da CVR Lisboa.

Este artigo foi publicado na edição 43 da Grande Consumo.

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