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Categorias de indulgência vão ser atingidas pelo aumento da inflação

Foto Shutterstock

As categorias do mercado de indulgência, tais como sobremesas, confeitaria e salgados, serão provavelmente as mais afetadas pelas pressões inflacionistas globais, indica um novo relatório da GlobalData.

O segmento dos alimentos indulgentes deverá aumentar a uma  taxa de crescimento de 2,2%, entre 2021 e 2024, avança a consultora, com o chocolate e a confeitaria os 1,5% durante o mesmo período, valor que compara com o ganho de 2,1%, entre 2016 e 2019. Os gelados deverãocrescer 2,2%, entre 2021 e 2024.

 

Orçamentos reduzidos

Como estes produtos são frequentemente posicionados como guloseimas e recompensas ,e não como elementos básicos das refeições semanais, é mais provável que fiquem comprometidos, uma vez que os orçamentos familiares continuam a ficar mais apertados e os consumidores consideram as suas prioridades em termos de saúde“, comenta Jenny Questier, analista sénior da GlobalData.

De acordo com a empresa de investigação, todas as categorias de alimentos indulgentes estão a ganhar mais em termos de valor do que em volume, indicando que é a inflação e os aumentos de preços que estão a impulsionar o crescimento a curto prazo.

Os gelados, especificamente, associados custos de fabrico, logística e armazenamento frio que terão de ser transferidos para o consumidor, à medida que os custos energéticos continuam a aumentar“, afirma Jenny  Questier. “Os custos acrescidos combinados com a sazonalidade destes produtos irão amortecer ainda mais o desejo das pessoas de os comprar no futuro, à medida que se concentram em itens essenciais“.

 

Menos consumo

Nos Estados Unidos da América, o número de consumidores que afirmam gastar uma quantia elevada em chocolate e confeitaria diminuiu 12%, no terceiro trimestre do ano, em comparação com os primeiros três meses de 2022, apurou a pesquisa da GlobalData, indicando que os compradores já estão a começar a fazer compromissos.

As circunstâncias atuais podem ser uma oportunidade para marcas e fabricantes olharem para as carteiras de produtos e para a inovação, com vista a permanecerem relevantes e disponíveis para os consumidores“, acrescenta Jenny Questier. “O preço nestas categorias terá especialmente de permanecer baixo para encorajar o gasto, seja via embalagens mais pequenas ou, talvez mesmo, como parte de promoções cruzadas, no futuro, com produtos mais essenciais“.

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