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Carrefour e Couche-Tard vão colaborar ao nível das compras, inovação e marca própria

A fusão não avança, mas o Carrefour e a Couche-Tard irão colaborar no futuro, através da partilha das melhores práticas ao nível da distribuição, compras conjuntas, parcerias no desenvolvimento e marketing de marcas próprias, lançamento de inovações e otimização da distribuição de produtos nas regiões onde ambos operem.

Numa declaração conjunta emitida este sábado, dia 16 de janeiro, os dois grupos retalhistas confirmam o fim das negociações quanto a uma possível compra do Carrefour pela Couche-Tard, tendo em conta “acontecimentos recentes”, sem, no entanto, se referirem à intervenção do ministro da Economia francês, Bruno Le Maire, que se opôs ao negócio por uma questão de soberania alimentar.

 

Soberania alimentar

Numa tentativa de assegurar o negócio, a Couche-Tard fez várias promessas ao Governo gaulês durante a noite de sexta-feira, incluindo a possibilidade de investir três mil milhões de euros nas lojas Carrefour ao longo dos próximos cinco anos, assim como o compromisso de não despedir ninguém durante, pelo menos, dois anos e manter a sede em França.

Estas promessas não foram, contudo, suficientes para convencer o Governo francês, que em 1999, publicou um decreto que previne investidores não europeus de controlarem mais de um quarto dos direitos de voto em empresas francesas cotadas de determinados sectores, nomeadamente, as envolvidas na produção, processamento e distribuição de produtos agrícolas. O limiar foi, entretanto, reduzido para 10%, no rescaldo da crise pandémica, pelo receio de que a mesma tornasse as empresas mais vulneráveis a aquisições por parte de operadores estrangeiros.

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