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Aumentar a produtividade das pequenas empresas equivale a 4,4% do PIB nacional

Foto Shutterstock

As micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), pilar fundamental das economias mundiais, só estão a conseguir atingir metade da média de produtividade das grandes empresas. Reduzir esta diferença em relação às empresas de maiores dimensões, além de aumentar a sua capacidade de resiliência, iria permitir às MPMEs potenciar a sua produtividade e fomentar o emprego e o crescimento da economia no seu todo.

O novo relatório “A microscope on small businesses: Spotting opportunities to boost productivity” do McKinsey Global Institute (MGI) analisa as MPMEs, para detetar onde existem oportunidades, com o objetivo de traçar um caminho para que estas empresas alcancem uma maior produtividade.

As MPMEs são responsáveis por cerca de metade do PIB mundial. No entanto, ao analisar de forma isolada a variável produtividade, os resultados variam significativamente entre as diferentes economias. No caso de Portugal, as MPMEs apresentam 66% da produtividade das grandes empresas, ultrapassando as outras economias avançadas, cuja média é de 60%. No entanto, esta percentagem deve-se, essencialmente, ao fraco desempenho de algumas grandes empresas. Portugal apresenta um panorama empresarial micro-centrado, com quase dois quintos do emprego em MPMEs, em comparação com menos de um terço noutras economias avançadas.

 

4,4% do PIB

A redução da diferença de produtividade entre as MPME e as grandes empresas equivale a 4,4% do PIB nacional. Os sectores que mais valorizam com a redução das diferenças de produtividade em Portugal são o comércio (mais de 30%), a indústria transformadora e os serviços administrativos (ambos entre 20% e 30%), bem como os subsectores como o da gestão administrativa, comércio grossista, comércio a retalho, alojamento e fabrico de produtos de papel, borracha e plásticos. Na globalidade das economias avançadas, este valor representa 5% do PIB e 10% nas economias emergentes.

Olhando para os subsectores de atividades, verifica-se que um quarto do valor acrescentado das MPMEs em Portugal tem origem em subsectores em que estas empresas já têm um desempenho superior em comparação com as grandes empresas. Permitir que as empresas mais pequenas se tornem grandes empresas constitui uma oportunidade para a economia do país.

O relatório do Mckinsey Global Institute mostra, assim, que a produtividade das grandes empresas evolui em paralelo com a das pequenas empresas nos subsectores de atividades, o que contribui para a redução da diferença entre companhias de diferentes dimensões. Em todo o mundo, em dois terços dos subsectores de atividade, a produtividade das MPMEs e das grandes empresas anda de mãos dadas.

As MPMEs que interagem estreitamente com outras empresas, muitas vezes de maior dimensão, mostram ter uma diferença de produtividade 40% menor em relação às grandes empresas. Uma das explicações poderá ser o facto das MPMEs venderem principalmente a particulares (“business to consumer”), o que sugere que a melhor abordagem para incrementar a produtividade consiste em criar um tecido económico adequado para todas as empresas, independentemente da sua dimensão.

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