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Apple vai vender peças para clientes repararem os seus iPhones

A Apple abriu oficialmente a sua loja de reparação self-service, que fornece manuais e peças para os utilizadores que procuram reparar os seus iPhones.

A loja online oferece mais de 200 peças e ferramentas, como parafusos, câmaras, baterias, ecrãs, entre outras, permitindo aos clientes e empresas terceiras o acesso a componentes genuínos da Apple, pela primeira vez.

Os componentes para venda são específicos dos iPhone 12, iPhone 13 e iPhone SE (3.ª geração).

Por enquanto, a loja só está disponível para clientes nos Estados Unidos, mas a empresa disse que irá expandir-se para outros países, ainda este ano. Os planos contemplam, ainda, a disponibilização de manuais, peças e ferramentas para reparações em alguns computadores Mac, até ao final do ano.

 

 

Direito à reparação

O lançamento da loja na quarta-feira surge no seguimento das pressões exercidas pelos defensores do movimento do direito de reparação sobre os legisladores e empresas tecnológicas, no sentido de darem aos consumidores a opção de consertar os próprios “gadgets”. Nos Estados Unidos, em julho de 2021, o Presidente Joe Biden aprovou uma ordem executiva que direcionava a Comissão Federal do Comércio (FCT, na sua sigla em inglês) para a criação de regras que exijam que as empresas permitam reparações por parte dos consumidores. A FTC votou então, por unanimidade, reforço da aplicação da lei contra as restrições de reparação.

Na Europa, já este mês de abril, o Parlamento Europeu aprovou em plenário, duas resoluções que contêm várias propostas para tornar as reparações sistemáticas e atrativas, no âmbito da iniciativa de economia circular que integra o Pacto Ecológico Europeu. O documento indica, ainda, que as práticas que restringem indevidamente o direito de reparação ou levam à obsolescência podem ser consideradas práticas comerciais desleais e proibidas.

A Comissão Europeia já tinha anunciado que pretendia apresentar uma proposta de alteração da Diretiva de Venda de Bens, de modo a integrar estes princípios, mas está também a considerar uma proposta legislativa separada sobre o direito de reparação, que deverá ser apresentada no terceiro trimestre.

 

Iniciativas semelhantes

A Apple indica que os preços das peças são os mesmos que os disponíveis para a rede de reparação autorizada. Não obstante, e apesar de estar a dar aos clientes acesso aos seus componentes, continua a instar as pessoas sem experiência a procurarem assistência profissional.

No mês passado, a Samsung anunciou um programa similar, que permitirá aos utilizadores de alguns dos seus principais dispositivos Galaxy repararem os seus próprios produtos, a partir deste verão.

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