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ANEBE defende reabertura de bares e discotecas

Nas últimas duas semanas, tem vindo a público notícias do aumento de festas ilegais e de aglomerações de jovens com consumo de bebidas alcoólicas. Esta situação levanta preocupações não só para as autoridades, mas para toda a comunidade. A ANEBE – Associação Nacional de Empresa de Bebidas Espirituosas não é alheia a esta preocupação.

A evolução da situação epidemiológica, especialmente na Área Metropolitana de Lisboa, indica que, para além dos focos de novas infeções observados nos lares de idosos, áreas industriais e de logística, a coorte de idades são os jovens, especialmente adolescentes. “Neste contexto, defendemos a abertura dos estabelecimentos de venda de bebidas, como bares e discotecas. Esta medida deve ser encarada como um importante travão e elemento dissuasor dos comportamentos de grupo identificados, permitindo que os jovens e a população em geral convivam e socializem num ambiente controlado – com segurança, com normas e com medidas de higienização – e em respeito pelos preceitos de saúde pública“, refere a associação em comunicado.

Consumo e festas ilegais

O consumo de bebidas alcoólicas em excesso é uma das maiores preocupações e prioridades de ação da ANEBE e de toda a indústria das bebidas espirituosas. Acresce que estes fenómenos de aglomeração de jovens ou as festas ilegais que estão a acontecer um pouco por todo o país levantam grandes preocupações de saúde pública. “Por um lado, observamos a inexistência de controlo do consumo de bebidas alcoólicas por menores de idade. Em festas ilegais ou em aglomerações informais não é possível estabelecer qualquer ação de bloqueio do consumo de álcool por parte dos adolescentes. Por outro lado, só em ambiente controlado como num bar, restaurante ou discoteca se consegue dissuadir, de forma pedagógica, os comportamentos abusivos e nocivos do consumo“, explica a ANEBE.

A associação defende que o desenvolvimento de normas para o funcionamento dos bares e discotecas, como forma de prevenção e fomento da saúde pública, devem ser desenvolvidas em ambiente de cooperação entre o poder político e as autoridades de saúde e as associações e movimentos do sector, razão pela qual já solicitou uma audiência à Direção-Geral da Saúde para exposição de argumentos e contributos que permitam salvaguardar a saúde pública.

A ANEBE acompanha, desde a primeira hora, a situação epidemiológica do país em resultado da pandemia de Covid-19. A forma como o Governo e os portugueses atuaram durante o confinamento foi essencial para manter controlar o número de novas infeções e para manter a resposta doServiço Nacional de Saúde, possibilitando assim o desconfinamento faseado. “Neste contexto, salientamos o contributo essencial que o canal Horeca – bares, restaurantes e discotecas – teve na contenção da pandemia no nosso país, ao assumir, proativamente, o encerramento da sua atividade antes mesmo da declaração do estado de emergência“, conclui.

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