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Aluguer e revenda impulsionarão sector do luxo em 2030

Foto Shutterstock

O aluguer e a venda de roupa em segunda mão serão dois dos modelos-chave, nos próximos anos, e que ganharão cada vez mais peso no negócio de luxo.

Após o ano mais atípico de que há memória recente, os consumidores mudaram os seus hábitos, com a sustentabilidade a afirmar-se como uma das tendências ganhadoras. Como tal, o sector do luxo deverá adaptar-se, de modo a manter-se relevante, evoluindo para novos modelos, como a revenda e o aluguer, que em 2030 representarão, respetivamente, até 20% e 10% da faturação.

 

5 chaves

O estudo “LuxCo2030: A vision of sustainable luxury” da Bain indica que as marcas que tiverem um impacto positivo no meio ambiente serão recompensadas pelo consumidor.

A consultora estabeleceu cinco chaves que os operadores do sector do luxo deverão adotar, nomeadamente, a redefinição do propósito de marca, desvincular o crescimento do volume de produção, uma cadeia de abastecimento mais transparente e rastreável, maximizar os compromissos ambientais e sociais e criar valor a partir da sustentabilidade. “O aumento da procura de artigos de luxo mais sustentáveis não é uma moda passageira, mas uma mudança estrutural”, indica o estudo.

A Bain prevê que os modelos de negócio mais circulares amadureçam gradualmente, ao longo desta década. Até 2030, as receitas geradas com a revenda deverão crescer 50%, enquanto que as resultantes do aluguer incrementarão 25%.

 

Modelos

Para abordarem estes novos modelos, muitas empresas deverão optar por se aliar a marketplaces de terceiros. Não obstante, a consultora perspetiva que, com os anos, os operadores mais relevantes sejam aqueles que assimilarem este processo internamente, dada a importância de controlar a conversão da revenda, “dando forma à narrativa em torno dos produtos em segunda mão, garantindo a sua origem e estado de conservação e conferindo a este modelo uma atrativa sensação de exclusividade”.

As estimativas apontam que, em 2030, a margem de lucro de um único produto revendido aumente 40%.

No que se refere o aluguer, dever-se-á investir em recursos para desenvolver plataformas para os clientes, recorrendo, por exemplo, ao modelo de subscrição e à rede de lojas como centro logístico. Dentro de nove anos, a margem de lucro destes artigos poderá também situar-se em 40%, após 20 alugueres. A Bain sublinha que “a diversificação do aluguer tem o valor acrescentado de ampliar a base de clientes de luxo com novos consumidores, que teriam ficado fora do alcance da marca”.

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