O Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo (PSVA) atingiu uma nova marca ao chegar aos 30 produtores certificados com o selo de produção sustentável. Segundo a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), a certificação abrange atualmente mais de 35% do vinho produzido na região, reforçando a dimensão que as práticas ambientais, sociais e económicas têm vindo a assumir no sector.
A marca foi alcançada com a entrada da Ervideira, casa vitivinícola com raízes no Alentejo que remontam a 1880. A produtora obteve uma certificação válida até 2031, na sequência de uma auditoria que confirmou o cumprimento dos requisitos do programa nas áreas de Viticultura e Adega, com restrição à “produção de origem”.
Com a integração da Ervideira, o PSVA passa a abranger a produção de uvas de mais de 5750 hectares de vinha, o equivalente a mais de 25% da área total de vinha do Alentejo.
Num universo regional de cerca de 87 milhões de litros de vinho, mais de um terço da produção é já realizada ao abrigo da certificação sustentável do programa.
Certificação com 171 critérios
Criado pela CVRA em 2013 e lançado oficialmente em 2015, o PSVA foi pioneiro em Portugal na área da sustentabilidade vitivinícola. O programa conta atualmente com centenas de membros aderentes, enquanto o processo de certificação começou a ser atribuído em 2020.
A certificação é assegurada por organismos parceiros da CVRA, através de auditorias anuais que avaliam a aplicação de 171 critérios nas operações de campo e de adega.
Os critérios abrangem diferentes dimensões da atividade, incluindo a gestão de água e energia, preservação dos ecossistemas e da biodiversidade, escolha de materiais e embalagens e aspetos relacionados com o desempenho socioeconómico das empresas.
“Atingir a barreira dos 30 produtores certificados é a evidência do elevado e crescente compromisso que o Alentejo tem para com o desenvolvimento sustentável”, afirma João Barroso, coordenador do PSVA.
Segundo o responsável, a evolução do programa traduz uma mudança nas práticas das vinhas e adegas, com reflexos na preservação dos recursos, na biodiversidade e na gestão de água e energia.
Crescimento da produção certificada
Para Luís Sequeira, presidente da CVRA, o aumento do número de produtores certificados demonstra o envolvimento do sector na adoção de práticas orientadas para a sustentabilidade e para a resiliência do território.
A entrada de novos produtores permite ao programa aumentar a área de vinha e o volume de produção abrangidos pelos seus requisitos, consolidando a certificação como uma das ferramentas utilizadas pelo sector vitivinícola alentejano para integrar critérios de sustentabilidade na atividade.







