A volta lançou a campanha “Verdadeiro ou Falso”, uma nova fase da estratégia de comunicação do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) destinada a esclarecer dúvidas sobre a devolução das embalagens, o valor do depósito e o funcionamento do sistema.
A campanha arrancou esta segunda-feira, 21 de setembro, e está presente em televisão, rádio, muppies e meios digitais, numa primeira vaga que deverá prolongar-se até novembro.
Comunicação passa da apresentação para o esclarecimento
Após uma primeira fase dedicada a explicar o que é a volta e como funciona o SDR, a estratégia passa agora a concentrar-se em questões concretas que surgem durante a utilização.
Através de uma lógica de “Verdadeiro ou Falso”, a campanha procura distinguir factos de ideias incorretas sobre o sistema e facilitar a participação dos consumidores.
“Depois de explicarmos o que é a volta e como funciona, queremos agora responder às dúvidas concretas que surgem no dia a dia”, explica Lia Oliveira, diretora de Marketing e Comunicação da volta.
Segundo a responsável, uma participação informada é determinante para consolidar os novos hábitos de devolução e aumentar a quantidade de embalagens que regressam ao circuito de reciclagem.
Embalagens não precisam de estar “perfeitas”
Uma das questões abordadas diz respeito às condições em que as embalagens podem ser devolvidas. A volta esclarece que as embalagens não precisam de estar imaculadas, desde que não estejam espalmadas e mantenham o código de barras legível, permitindo a sua identificação e validação pelo sistema.
O SDR abrange embalagens de bebidas de uso único em plástico, alumínio e aço, com capacidade até três litros, desde que estejam devidamente identificadas com o símbolo volta.
Depósito de 10 cêntimos não é um imposto
Outro dos pontos da campanha procura esclarecer a natureza dos 10 cêntimos cobrados por cada embalagem abrangida. Segundo a entidade gestora, este valor não constitui um imposto, mas um depósito pago no momento da compra e recuperado integralmente quando a embalagem é devolvida através do sistema.
A lógica do SDR assenta precisamente neste incentivo económico à devolução, procurando aumentar a quantidade de embalagens recolhidas separadamente e melhorar a qualidade dos materiais encaminhados para reciclagem.
A volta afirma que as embalagens recolhidas através do sistema seguem um circuito dedicado para reciclagem, permitindo que os materiais possam voltar a ser utilizados na produção de novas garrafas e latas.
Devolução também é possível sem máquina
A campanha procura ainda contrariar a ideia de que só é possível devolver embalagens em estabelecimentos com máquinas automáticas. No pequeno retalho existem pontos volta manuais, onde o estabelecimento recebe diretamente a embalagem, verifica se cumpre os critérios definidos e procede à devolução do depósito.
Esta solução pretende garantir a cobertura do sistema também em lojas, minimercados e supermercados de proximidade onde não exista uma máquina de recolha automática.
No canal Horeca, quando o depósito tenha sido inicialmente cobrado ao consumidor, este pode apresentar a embalagem e, quando solicitado, o comprovativo de pagamento para recuperar os 10 cêntimos.
Sistema entrou em funcionamento em abril
A nova campanha surge numa fase de maior maturidade do Sistema de Depósito e Reembolso em Portugal. A volta iniciou a operação em 10 de abril de 2026 e, cinco meses depois, já tinha ultrapassado os 305 milhões de embalagens devolvidas, com uma média próxima de cinco milhões por dia.
A expansão do sistema tem sido acompanhada pelo crescimento da infraestrutura de recolha, que inclui pontos automáticos instalados sobretudo em supermercados e hipermercados, pontos manuais e quiosques destinados a volumes mais elevados.
Com “Verdadeiro ou Falso”, a estratégia de comunicação entra agora numa fase menos centrada na apresentação do sistema e mais orientada para a utilização quotidiana, procurando esclarecer situações práticas e reduzir barreiras à participação.















