A Colgate-Palmolive está a estudar a venda de várias marcas de cuidado pessoal de grande consumo, entre as quais Softsoap, Irish Spring e Speed Stick, numa operação que poderá superar 1.000 milhões de dólares, cerca de 878 milhões de euros.
A empresa está a trabalhar com o Goldman Sachs no processo, segundo fontes próximas da operação citadas pela Reuters. A Colgate-Palmolive pretende, nesta fase, alienar apenas algumas marcas da divisão de cuidado pessoal e não a unidade na totalidade.
Softsoap, Irish Spring e Speed Stick entre as marcas em análise
A divisão de cuidado pessoal da Colgate-Palmolive abrange categorias como desodorizantes, sabonetes líquidos e em barra, geles de banho e produtos para a pele.
As marcas que estão a ser avaliadas para eventual venda poderão, em conjunto, valer mais de mil milhões de dólares. Tanto a Colgate-Palmolive como o Goldman Sachs recusaram comentar publicamente o processo.
A operação ainda se encontra, portanto, numa fase de avaliação, não existindo garantia de que resulte numa transação.
Cuidado pessoal representa 17% das vendas
A área de cuidado pessoal representou cerca de 17% das vendas líquidas da Colgate-Palmolive em 2025, o equivalente a aproximadamente 3,5 mil milhões de dólares.
A eventual alienação enquadra-se numa revisão mais ampla do portefólio, num momento em que vários grandes grupos de bens de consumo estão a concentrar investimento nas categorias e marcas com maior potencial de crescimento e rentabilidade.
No caso da Colgate-Palmolive, o negócio de higiene oral continua a assumir um peso central. A companhia mantém posições globais particularmente fortes em pasta dentífrica e escovas de dentes manuais.
No primeiro semestre de 2026, a empresa indicava uma quota mundial de 41,3% em pasta dentífrica e 32,7% em escovas manuais.
Vendas crescem, mas América do Norte recua
A possível venda surge depois de a Colgate-Palmolive ter fechado o segundo trimestre com vendas líquidas de 5.361 milhões de dólares, mais 4,9% do que no período homólogo.
As vendas orgânicas avançaram 2,4%, mas o desempenho variou significativamente entre regiões. Na América do Norte, que representa 17% das vendas do grupo, as receitas recuaram 3%, tanto em termos reportados como orgânicos. O volume orgânico caiu 3,9%, parcialmente compensado por um aumento de preços de 0,9%.
Este desempenho contrasta com crescimentos orgânicos de 5,3% na América Latina, 5,2% na Ásia-Pacífico e 2% na Europa, Médio Oriente e África.














