Oiça este artigo aqui:
O CEO da Heineken, Dolf van den Brink, vai abandonar o cargo a 31 de maio, após quase seis anos à frente da cervejeira holandesa, avançou a Heineken.
Van den Brink assumiu a liderança do grupo cervejeiro em junho de 2020, em pleno início da pandemia de COVID-19, acumulando também a presidência da comissão executiva. O seu mandato ficou marcado por um período particularmente turbulento, primeiro com a crise sanitária global e, posteriormente, com a forte inflação dos custos e a queda das vendas, fatores que pressionaram as margens, o desempenho das ações e os retornos para os investidores.
Segundo a Reuters, o conselho de administração vai agora iniciar o processo de seleção de um novo CEO para liderar a empresa, que detém marcas como Heineken, Amstel e Tiger. Van den Brink aceitou manter-se disponível como consultor durante oito meses a partir de junho, de forma a assegurar uma transição mais suave.
Queda nas vendas de cerveja
A saída de Van den Brink surge num contexto mais amplo de dificuldades no setor dos bens de consumo, levando à saída de vários executivos de topo. Conforme sublinha a Reuters, os consumidores têm enfrentado elevados custos de vida, o que tem afetado as vendas, enquanto fatores como condições meteorológicas adversas e incerteza política têm frustrado repetidas tentativas de recuperação do consumo de cerveja.
O setor enfrenta ainda novos desafios, como o surgimento de concorrentes alternativos, a popularização de medicamentos para perda de peso — que podem reduzir o consumo de alimentos e bebidas — e a mudança de hábitos de consumo, sobretudo entre os mais jovens.
Durante o mandato de Van den Brink, a Heineken também foi afetada por perturbações em mercados considerados estratégicos para o crescimento, como a Nigéria e o Vietname, o que penalizou os resultados. A empresa tem sido criticada pelos investidores por falhar repetidamente as previsões apresentadas ao mercado.



