Eurostat Foto T. Schneider/Shutterstock

Comércio a retalho europeu volta a crescer em fevereiro

O comércio a retalho na União Europeia regressou a terreno positivo em fevereiro, de acordo com os dados divulgados pelo Eurostat.

Em comparação com o mês anterior, retirando o efeito do calendário, o volume do comércio a retalho aumentou 0,3% na zona euro e 0,2% no conjunto da União Europeia. Já em relação a fevereiro de 2024, o crescimento foi de 2,3% na zona euro e 2% na União Europeia. Esta é a maior subida desde outubro de 2024, confirmando a tendência de recuperação iniciada no verão passado.

Entre os segmentos analisados, verificou-se um desempenho positivo generalizado. Os alimentos, bebidas e tabaco registaram um aumento de 0,3% na zona euro e 0,2% na União Europeia; os produtos não alimentares (excluindo combustíveis) subiram 0,3% na zona euro e 0,2% na União Europeia e as vendas de combustíveis automóveis em estabelecimentos especializados cresceram 0,2% na zona euro e 1,4% na União Europeia.

Os maiores crescimentos mensais no volume total de vendas a retalho foram registados no Chipre (4,7%), na Estónia (2,2%) e na Lituânia (1,7%). Já os maiores recuos mensais ocorreram na Bulgária (-1,7%), nos Países Baixos (-1,4%) e na Polónia (-1,2%).

 

Evolução anual positiva em quase toda a União Europeia

Analisando a variação homóloga (fevereiro 2025 face a fevereiro 2024), a tendência de crescimento mantém-se. Em termos anuais, o volume de vendas de alimentos, bebidas e tabaco subiu 1,9% na zona euro e 1,4% na União Europeia; os produtos não alimentares cresceram 2,5% em ambas as regiões e os combustíveis aumentaram 0,7% na zona euro e 1,2% na União Europeia.

Nesta análise anual, os maiores crescimentos registaram-se no Luxemburgo, o único país com crescimento a dois dígitos (10,3%), no Chipre (8,5%), na Estónia (5,2%) e em Portugal (5%), enquanto os principais recuos foram observados na Polónia (-1,5%), na Eslováquia (-1,4%) e nos Países Baixos (-1,2%).

Entre as grandes economias da zona euro, destaque para a Alemanha (4,8%), Espanha (3,8%), a França (2,3%) e a Itália, a única entre as maiores a registar queda (-1,1%).

Apenas seis países da União Europeia apresentaram resultados piores do que em fevereiro de 2024, o que evidencia a amplitude da recuperação no bloco europeu.

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