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80% das empresas não implementou nem considera implementar reduções salariais em 2020

Imagem Shutterstock

A edição de 2020 do estudo “Total Compensation” da Mercer, a maior de sempre, que conta com a participação de 466 empresas em Portugal, inclui um capítulo especial dedicado ao impacto da Covid-19 na compensação. De acordo com o estudo, o impacto da pandemia alterou as tendências nas compensações previstas pelas empresas nacionais, como, por exemplo, os incrementos salariais.

Se, em 2019, apenas 3% das empresas nacionais consideravam o congelamento salarial, em 2020, este número subiu para 11% em abril/maio. No entanto, e de acordo com a Special Edition, um capítulo especial desenvolvido com foco na Covid-19 em julho, a percentagem de empresas portuguesas que manifestam esta intenção evoluiu para 17%.  “Congelar salários e contratações são exemplos das medidas mais duras, mas, numa perspetiva positiva, a grande maioria das empresas não prevê diminuir o seu ‘headcount’ nem prevê recorrer a reduções salariais”, avança Tiago Borges, Career Business Leader.

 

Opção pelo congelamento de contratações

De facto, neste estudo, foi possível aferir que o número de empresas que prevê contratar novos colaboradores sofreu uma grande quebra, em comparação com o ano anterior. Em plena pandemia, cerca de um quinto das empresas participantes (19%) admitiu, mesmo, a perspetiva de diminuir o número de colaboradores. No entanto, mais de metade (58%) afirma não existir qualquer plano de alteração ao nível do headcount.

O “Total Compensation” apurou ainda que 39% das empresas participantes na Special Edition indicam ter optado pelo congelamento das contratações, em 2020, e cerca de 13,5% indica ter optado por diminuir o número de contratações previstas. De destacar também que, para cerca de 46% das empresas, as intenções de contratação não foram alteradas.

 

Não às reduções salariais

No que diz respeito à compensação, a grande maioria das empresas (cerca de 80%) não implementou nem considera implementar reduções salariais. Relativamente à remuneração variável e ao pagamento de bónus/incentivos de curto prazo, 92% afirma ter pago os montantes relativos ao desempenho de 2019, de acordo com o previsto.

Para 2020, 44% considera que ainda é cedo para prever se o pagamento será superior ou inferior ao realizado relativamente ao desempenho de 2019.  No entanto, 23% das empresas antecipam que a expectativa é de que esse valor seja inferior.

Um tema que surgiu na Special Edition é referente ao teletrabalho e à adoção de práticas de trabalho flexível, implementadas pela quase totalidade das empresas respondentes a este estudo. Cerca de 77% afirma ter optado pela implementação/reforço de políticas de trabalho flexível, como a adoção de horários de trabalho flexíveis ou a possibilidade de escolher trabalhar a partir de casa ou do escritório. A maioria das empresas afirma acreditar que o recurso a modalidades de trabalho flexível será frequente, mesmo no pós-pandemia.

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