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71% dos portugueses considera que com a vacinação a situação económica do país vai melhorar

Preocupação com o futuro é a mais baixa desde abril de 2020

Foto Shutterstock

Vacinados e otimistas. É assim que se sentem os portugueses, de acordo com um estudo realizado pela Boutique Research, empresa especializada em estudos de mercado e opinião, que revela que quase três em cada quatro portugueses (71%) considera que, quando a maioria da população estiver vacinada, a situação económica do país vai melhorar.

50% considera que vai melhorar ligeiramente e 21% que melhorará bastante e apenas 11% está cético em relação ao impacto da vacina no futuro.

Numa altura em o processo de vacinação avança e mais de 37% da população já levou, pelo menos, uma dose da vacina contra a Covid-19, a maioria dos portugueses, 54%, considera que o dia de ser vacinado é um momento importante (33%) ou mesmo muito importante (21%).

Apesar do entusiasmo, cerca de 70% dos inquiridos considera que continua com a mesma preocupação e cuidados que tinham antes de serem vacinados. A percentagem de portugueses cautelosos, mesmo depois da vacina, aumenta com a idade: 78% dos maiores de 60 anos irá manter as mesmas precauções, face a 70% na faixa etária dos 40 aos 59 anos e 64% entre os 25 e os 39 anos. Contudo, só 2% dos inquiridos acredita que tudo ficará como antes, respondendo que, depois de ser vacinado, será como se a pandemia tivesse terminado.

Quando inquiridos sobre a forma como está a decorrer a vacinação, os portugueses mostram-se confiantes. Quando comparado com outros países, 71% considera que o ritmo/velocidade de vacinação é igual ou melhor à dos outros países, 72% que a organização é melhor ou igual à dos outros países e, para 84%, a segurança em relação às vacinas dadas é melhor ou igual à dos outros países. Apenas 20% responde que o ritmo/velocidade de vacinação está a ser mais lento em Portugal.

 

Clima de confiança

Com ou sem reservas, a vacinação será um fator a ter em conta no aumento do otimismo que se sente na sociedade portuguesa. De acordo com os últimos dados do INE, em maio de 2021, o índice de confiança dos consumidores atingiu o nível mais elevado desde o início da pandemia.

As conclusões do estudo da Boutique Research confirmam esta tendência: em linha com o índice de confiança, também a preocupação com o futuro é a mais baixa desde abril de 2020, deixando transparecer um certo otimismo por parte dos portugueses. Assim, numa escala de 1 a 10, em que 1 é “nada preocupado” e 10 é “muito preocupado”, a percentagem de pessoas que mostram mais preocupação desce consideravelmente, situando-se agora nos 46% face a 63% de pessimistas em abril de 2020, altura do primeiro confinamento.

 

Férias

Enquanto não chega a imunidade de grupo, os portugueses mostram-se otimistas em relação ao verão que se aproxima. A maioria, 57%, considera que, agora que uma parte considerável da população está vacinada, este verão vai ser melhor do que o passado e apenas 4% está pessimista (considera que o verão vai ser pior).

Em relação às férias, as conclusões do estudo da Boutique Research apontam para um aumento do número de portugueses que irá fazer férias de verão: 77% face a 71%, em 2020. Em relação ao destino, poucas mudanças: 52% dos que respondem afirmativamente irá passar as férias em Portugal (face a 47% o ano passado) e a percentagem de inquiridos que passará as férias de verão no estrangeiro mantém-se estável nos 7%.

Se 22% responde que ficará em casa durante as férias, o sítio mais mencionado como sendo o ideal para passar as férias é o hotel (26%). Ou seja, ao contrário do que se poderia esperar, a procura de lugares isolados, longe de grandes aglomerações de pessoas devido à pandemia, não se faz sentir. Apenas 13% responde que procurará uma casa isolada e 16% responde que irá alugar uma casa num aldeamento ou empreendimento turístico.

Relativamente ao subsídio de férias, a pandemia não parece ter alterado os hábitos dos portugueses. Para cerca de um terço (33%), o subsídio de férias é para guardar para quando for necessário. 28% pensa gastá-lo em férias, 28% para comprar alguma coisa que habitualmente não compraria e 28% para pagar contas/despesas que estão para chegar ou que estão em atraso. 6% reserva, ainda, o subsídio para comprar o material escolar para os filhos.

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