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Vendas da DIA descem 3,1% em Portugal

Em Portugal, as vendas brutas do Grupo Dia diminuíram 3,1%, em 2018, para 808 milhões de euros, enquanto as vendas líquidas desceram 5,2%, no mesmo período, para 629 milhões de euros.

Esta evolução negativa do grupo, que já iniciou os testes de comércio online em território nacional, deve-se à diminuição de 5% nas vendas comparáveis e o encerramento líquido de 27 lojas, em 2018, com o espaço médio de vendas a apresentar uma redução de 1,5% no período.

O EBITDA ajustado (excluindo a Clarel) diminuiu 28,7%, para 30,1 milhões de euros, uma erosão de 140 pontos-base na margem, para 4,8%.

Grupo DIA

No geral, quanto às contas do exercício de 2018, o Grupo DIA registou vendas brutas de 9.390 milhões de euros, menos 14,9% relativamente ao ano anterior, com os negócios Clarel e Max Descuento descontinuados, incluindo o efeito cambial da depreciação do peso argentino (40%) e do real brasileiro (16%). Sem este efeito, as vendas retrocederam 0,9%.

O EBITDA ajustado diminui 34,8%, situando-se nos 338 milhões de euros. A norma das economias hiperinflacionadas teve um impacto negativo de 36,3 milhões de euros nos resultados. Contabilizando os negócios Clarel e Max Descuento, o EBITDA ajustado resultante é de 385 milhões de euros.

O resultado líquido do exercício é de menos 352,6 milhões de euros, devido ao impacto de 288 milhões de euros após o teste de valorização dos ativos. Sem estes efeitos, o resultado líquido ajustado é de 49,7 milhões de euros, o que representa uma descida de 74% relativamente ao ano anterior.

Por outro lado, a dívida líquida da empresa chega aos 1.452 milhões de euros, 506 milhões mais do que no final de 2017. Este incremento deve-se ao empobrecimento do capital vinculante derivado da redução do prazo de pagamento a fornecedores.

As vendas comparáveis do grupo desceram 3,6% em 2018, ano que termina com 6.157 lojas, mais 56 do que em 2017.

Em Espanha, as vendas brutas caíram 2,4%, em 2018, para 5.148 milhões de euros, enquanto as vendas líquidas caíram 3,6% no mesmo período, para 4.280 milhões de euros.

Essa evolução negativa é explicada pela redução de 2,3% nas vendas comparáveis e uma evolução quase estável do espaço médio de vendas no período. Quanto aos formatos, a La Plaza e Dia&Go, aumentaram as vendas, mas o restante das lojas diminuiu volumes, principalmente as operadas na área suburbana. O EBITDA ajustado gerado no país diminuiu 27,6%, até 251 milhões de euros, refletindo uma erosão nas margens de 190 pontos-base para 5,9%.

As vendas online brutas diminuíram 37,4%, em 2018, para 76,7 milhões de euros, o que representa 1,5% do total das vendas brutas no país.

Na Argentina, as vendas brutas diminuíram 38,8% para 1.795 milhões de euros (+3% excluindo o efeito moeda). As vendas líquidas caíram 30,3%, para os 971 milhões de euros, através da aplicação da Norma Internacional de Contabilidad 29 (NIC29), uma diminuição que foi de 23,5%, excluindo esta aplicação.

Em 2018, as operações do DIA no Brasil sofreram “o impacto de vários fatores excecionais, internos e externos, que são difíceis de ver nos próximos anos“, refere o comunicado. Neste cenário, as vendas brutas da insígnia caíram 17,9%, para 1.640 milhões de euros, uma queda de 1,8% excluindo o efeito cambial. As vendas comparáveis durante o ano caíram 8,1%.

Borja de la Cierva, CEO do Grupo DIA, salienta que “2018 foi um ano turbulento para a DIA, provavelmente o mais difícil desde a fundação da empresa há mais de 40 anos. Os números apresentados e, em particular, os resultados de 2018, são um claro indicador de que o nosso desempenho não alcançou as expectativas. Contudo, também é evidente que, apesar do sucedido, a ampla rede de lojas continuou a criar vendas líquidas acima dos 7.000 milhões de euros. Continuamos a ser um importante distribuidor de produtos alimentares, porque cada dia, milhões de clientes leais em Espanha, Portugal, Argentina e Brasil depositam a sua confiança na nossa oferta e desfrutam da proximidade das nossas lojas, da qualidade dos nossos produtos e da competitividade dos nossos preços. Esta confiança é a razão pela qual hoje estamos firmemente empenhados em melhorar radicalmente a nossa proposta comercial e em transformar o negócio da DIA em benefício de todos os nossos grupos de interesse”.

Negócio que será transformado através de um novo plano estratégico. “A nossa nova estratégia é um plano de transformação articulado ao redor de uma grande oferta, de um serviço melhorado e de uma boa experiência para os nossos clientes. Esta forma de fazer bem as coisas está nas nossas raízes, mas a empresa e a cultura da organização sofrerá uma profunda alteração que nos ajudará a ganhar credibilidade para assegurarmos que somos a escolha preferida dos nossos clientes. A equipa de gestão já começou a implementar este plano e está totalmente comprometida e incentivada para alcançar os objetivos anunciados. A nova direção de Transformação trabalhará diariamente em toda a organização de forma transversal para ajudar e comprovar a adequada execução do plano. Estamos completamente comprometidos para que o plano seja um êxito tanto para nós como para os nossos grupos de interesse, e continuar a melhorar em conveniência, qualidade e preço”, conclui.

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