Mulher a comer feijão-verde servido numa embalagem de fast food, numa abordagem visual que contrasta alimentação saudável com consumo rápido. Foto Shutterstock

Swicy em destaque nos sabores para 2026

A multinacional irlandesa Kerry revelou as principais tendências globais de sabores para 2026, destacando a consolidação do conceito swicy (doce mais picante), a crescente influência de ingredientes asiáticos e latino-americanos e a valorização de sabores premium.

As conclusões constam dos novos “Global Taste Charts 2026”, divulgados pela empresa. De acordo com o relatório, quatro grandes tendências vão marcar o desenvolvimento de produtos alimentares e bebidas ao longo de 2026.

A primeira é o fenómeno da fruta do dragão, que deixou de ser um sabor regional asiático para se tornar uma referência global, especialmente nas bebidas refrescantes, com um crescimento projetado de 17% nos lançamentos de novos produtos.

A segunda tendência centra-se nos botânicos e florais, como flor de laranjeira e hibisco, que ganham espaço em bebidas com baixo teor de açúcar, sobretudo nos mercados dos Estados Unidos e da Ásia-Pacífico. Na Europa, destaca-se também o finger lime, valorizado pelo seu perfil ácido e textura diferenciadora.

Globalização dos sabores ganha novo fôlego

A Kerry identifica ainda uma forte aceleração da “polinização cruzada global”, com sabores tradicionais de determinadas regiões a ganharem projeção internacional.

Entre os exemplos destacados estão o gochujang coreano, cujos lançamentos cresceram 120% nos Estados Unidos no último ano, e o bulgogi, que surge como um dos sabores de carne com maior crescimento em 2026. Também ingredientes como pimenta de Sichuan, birria mexicana e chiltepín chileno estão a influenciar snacks e refeições prontas.

Paralelamente, a tendência swicy continua a evoluir, impulsionada por combinações como mel picante e manga com especiarias, que registam crescimentos de dois dígitos na pastelaria e confeitaria.

Valorização dos básicos e aposta na premiumização

Outra tendência relevante identificada no estudo é a evolução dos chamados “básicos elevados”, com destaque para os queijos. Variedades como manchego e pecorino estão a impulsionar a premiumização dos snacks salgados na Europa, enquanto na América do Norte crescem os queijos com maior complexidade de textura e sabor. Segundo a Kerry, 68% dos consumidores procura simultaneamente conforto e novidade neste tipo de produtos.

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