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Supermercados participados pela Sonae em Maputo em insolvência

Os três supermercados Central, localizados em Maputo, Moçambique, e participados pela Sonae, fecharam portas.

Em declarações à Lusa, o grupo português, sócio minoritário na moçambicana S2, detentora daqueles supermercados, justificou e o encerramento com uma decisão do acionista maioritário. “O processo de insolvência resulta da impossibilidade de reverter a decisão do acionista maioritário, de deixar de financiar o plano de negócios da empresa, não obstante termos sempre manifestado a nossa disponibilidade para continuar a financiar a nossa quota parte”, explicou fonte oficial da Sonae.

De acordo com a agência noticiosa, foram encerradas as lojas no Prédio Jat, na baixa de Maputo, na Avenida de Angola e no Bairro do Zimpeto. A sociedade S2, participada em 30% pelo grupo retalhista nacional e em 70% pela Satya Capital, um grupo de investidores moçambicanos,  operava no mercado moçambicano desde 2016.

Num edital enviado aos trabalhadores, a que a Lusa teve acesso, e assinado pelo presidente da sociedade, Miguel Seixas, a S2 informa que o pedido de insolvência junto do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo se deve à “impossibilidade de continuar a operar no mercado moçambicano” por causa da “queda acentuada no consumo das famílias“. O edital assinala que “não se prevê, apesar de todos os esforços envidados pela sociedade, que se atinjam os níveis necessários de vendas“.

A S2 informa ainda que foram feitas várias negociações com potenciais interessados na aquisição do negócio, mas nenhuma oferta terá sido efetivamente feita. Além disso, acrescenta que o processo judicial terminará com o pagamento, “que for possível“, das dívidas da sociedade. 

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