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Serviços são a chave para o futuro do comércio

As operações das lojas estão a transformar-se dramaticamente para se adaptar às mudanças do mercado. Entre os retalhistas pesquisados que esperam um crescimento de mais de 5%, 60% cita um aumento mais rápido nas vendas como fator-chave para mudanças nas operações da loja, enquanto 52% cita a mudança nas vendas online.

Curiosamente, 52% identificou a importância da entrega no mesmo dia, uma vez que a procura dos consumidores incentiva os retalhistas a melhorar os processos de devolução na loja e as suas estratégias de cumprimento e entrega.

Estes são dados de um estudo da Zebra Technologies Corporation, uma referência em portáteis, scanners e impressoras de códigos de barras, intitulado “2017 Retail Transformation Study”, que examina a situação do mercado de retalho na América do Norte, Europa, Médio Oriente e África (EMEA). O estudo, realizado em parceria com o Grupo IHL, uma empresa de consultoria e pesquisa para os sectores de retalho e hotelaria, destaca a transformação do comércio para atender melhor o consumidor.

A IHL afirma que as vendas do sector retalhista aumentarão 3% anualmente até 2021, devido ao comércio eletrónico e aos diferentes canais. Os mercados da América do Norte e da região EMEA deverão crescer aproximadamente 3% nos próximos cinco anos, para atingir vendas de 5.500 milhões e 4.400 milhões de dólares, respetivamente. Espera-se que o comércio eletrónico atinja 1.500 milhões de dólares em 2021.

De acordo com o estudo, em 2017 houve mais aberturas do que encerramentos de lojas e espera-se que essa tendência continue até 2021. O estudo estima que as empresas com mais de  50 lojas registaram 4.080 aberturas em outubro de 2017. Na verdade, 42% dos retalhistas aumentaram o número de lojas, enquanto apenas 15% o reduziram.

A consultora também prevê um aumento de 3% nas despesas tecnológicas nos próximos três anos, a fim de criar um comércio uniforme e oferecer uma boa experiência ao consumidor. Neste sentido, a mobilidade é o fator chave para todos aqueles que pretendem investir em impressoras térmicas ou código de barras, scanners e computadores móveis nos próximos três anos.

O relatório também observa que os líderes de retalho estão a investir duas a três vezes mais do que a média na transformação tecnológica e ferramentas associadas. De igual modo, também estão mais focados em aumentar a visibilidade do inventário e reduzir os custos da cadeia de abastecimento.

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