Revolut Bank sobreposto a uma vista aérea de Wellington, Nova Zelândia, com o contorno do país

Revolut torna-se o primeiro banco digital da Nova Zelândia

Entrada em funcionamento do novo banco é acompanhada por um investimento de 120 milhões de dólares neozelandeses nos próximos cinco anos

A Revolut obteve o registo bancário na Nova Zelândia, tornando-se no primeiro banco digital do país. A autorização do Reserve Bank of New Zealand permite à instituição iniciar atividade como Revolut Bank New Zealand, com um compromisso de investimento de 120 milhões de dólares neozelandeses (NZD) no mercado local ao longo dos próximos cinco anos.

O investimento será destinado à inovação de produtos, ao crescimento da operação e ao reforço da equipa no país. A empresa, que conta com mais de 80 milhões de clientes em todo o mundo, pretende reforçar a concorrência num sector bancário tradicionalmente dominado por operadores estabelecidos.

Entre os serviços disponibilizados desde o início da atividade estão contas de Poupança de Acesso Imediato, com uma taxa variável promocional de 3,50% ao ano para novos clientes particulares durante os primeiros quatro meses. A oferta inclui pagamento diário de juros e ausência de penalizações por levantamento.

Os depósitos elegíveis até 100 mil NZD ficam protegidos pelo Sistema de Compensação de Depositantes (DCS) da Nova Zelândia. Os clientes que já utilizavam a Revolut no país transitam automaticamente para o novo banco, sem necessidade de qualquer intervenção.

Sétima licença bancária

A licença neozelandesa representa a sétima autorização bancária da Revolut e a quinta obtida durante 2026, segundo a empresa. A instituição opera atualmente como banco licenciado em 34 mercados, incluindo o Reino Unido, a Europa, a Austrália e, agora, a Nova Zelândia.

A expansão internacional tem sido acompanhada por outros avanços regulatórios. A Revolut obteve novas licenças e autorizações nos Emirados Árabes Unidos, no México, na Colômbia e no Peru, enquanto prossegue o processo para obter uma licença bancária nacional nos Estados Unidos, junto do Office of the Comptroller of the Currency (OCC). Na Argentina, recebeu autorização para adquirir o Banco Cetelem.

Nik Storonsky, fundador e CEO da Revolut, considera que a entrada na Nova Zelândia representa mais um passo na ambição de construir um banco com presença global, destacando a obtenção de sete licenças bancárias como um sinal da solidez do modelo de negócio.

Ryan Brosnahan, CEO do Revolut Bank New Zealand,  afirma que a licença cria condições para desenvolver uma oferta bancária centrada na experiência dos clientes, num mercado que considera preparado para maior concorrência.

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