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Projetos Acredita Portugal faturam o equivalente a 0,34% a 0,73% do PIB português

Com o desenrolar da nona edição do concurso de empreendedorismo Montepio Acredita Portugal, a associação avaliou o impacto, nos últimos anos, da iniciativa na economia portuguesa. No total, foram mais de 80 mil projetos apoiados.

Entre as conclusões do inquérito destaca-se o carácter positivo da passagem pelo concurso: dos candidatos adquiridos, 59% reconhece a importância de ter apresentado a sua ideia de negócio e 22% dos projetos lançados – um total estimado de 17.745 – encontram-se ativos.

A Acredita Portugal estima que os projetos apoiados faturam anualmente entre 655 milhões e os 1.415 milhões de euros, o que representa entre 0,34 e 0,73% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Adicionalmente, 90% dos projetos conseguiram a atingir o nível de faturação atual sem recorrer a qualquer tipo de investimento externo.

Entre obstáculos como a falta de tempo, a dificuldade para formar uma equipa ou para lidar com a burocracia, para os candidatos, a dificuldade em obter financiamento surge como o principal constrangimento, algo que se verifica quer para os projetos no ativo (49%), para os projetos em desenvolvimento (64%) e para os que foram abandonados (46%), refere a análise realizada pela Acredita.

O apoio e o “mentoring” disponibilizados ao longo das fases de desenvolvimento das ideias submetidas conquistam relevância, com os candidatos a referirem-se à estruturação da ideia, através de uma metodologia pedagógica e interativa que aborda oportunidade de negócio, testes de conceito, planos de marketing e negócio, e a aprendizagem acerca de conceitos associados ao empreendedorismo como duas das vantagens mais notórias retiradas da participação no concurso.

Para Fernando Fraga, diretor de Inovação da Acredita Portugal, “os candidatos com os quais contactamos estão mais informados, têm uma visão de oportunidades distinta e são também mais exigentes na procura que fazem das plataformas para potenciar a sua ideia de negócioA Acredita Portugal reuniu-se de parceiros de referência no sentido de disponibilizar uma rede de suporte e aceleração que facilite o processo ‘go to market’ de empreendedores e pessoas com ideias transformadoras e com potencial de impacto. Posicionamo-nos como uma plataforma para facilitar o processo de reconhecimento e de acesso a parceiros vitais aos empreendedores numa fase inicial da vida do seu projeto, e penso que esse compromisso tem vindo a ser reconhecido”.

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