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Pandemia consolida o poder da Amazon e Walmart

Foto Shutterstock

A Amazon reforçou-se nos lugares cimeiros da lista das maiores empresas de distribuição do mundo, em 2020, o pior ano da pandemia, apenas atrás da Walmart, segundo a mais recente edição do “Global Powers of Retailing da Deloitte”.

O volume de negócios da gigante do comércio eletrónico atingiu, nesse ano, os 213.573 milhões de dólares (189 mil milhões de euros), ainda longe dos 560 mil milhões de dólares (495 mil milhões de euros) da número um Walmart, mas o seu crescimento foi de 34,8%, significativamente mais forte do que os 6,7% desta.

Apesar dos desafios que surgiram com a pandemia, no primeiro trimestre de 2020, que desencadeou uma crise económica e uma paragem geral da atividade, o rendimento combinado das 250 maiores empresas de distribuição cresceu 5,2%, face aos 4,4% em 2019. Entre os 10 primeiros, o aumento foi de 12,4%, devido ao impulso da Amazon, que já tinha ultrapassado a Costco, em 2019, para ocupar o segundo lugar e agora consolida-se nessa posição. Em quarto lugar continua o grupo alemão Schwarz, propriedade da família que detém e opera as marcas Lidl e Kaufland. No quinto lugar está a The Home Depot.

 

Uma empresa chinesa entre as 10 melhores

O relatório, publicado esta quarta-feira, dia 23 de fevereiro, com dados de faturação para o ano fiscal de 2020, destaca que, pela primeira vez, uma empresa chinesa entra no clube das 10 maiores. Trata-se da JD.com, uma plataforma de comércio eletrónico que está a aproveitar a pressão que Pequim está a sujeitar à sua concorrente Alibaba — como a imposição, em abril de 2021, de uma multa recorde de 2.300 milhões de euros pela sua posição dominante— para crescer rapidamente.

Da lista das 250 maiores empresas de distribuição do mundo constam as portuguesas Jerónimo Martins e Sonae. A dona do Pingo Doce ascendeu uma posição, para a 49.ª, e a Sonae subiu 14, para a 144.ª. Já a Mercadona continua a ser a empresa espanhola mais bem colocada no ranking, mantendo o 37.º lugar.

 

Tendências

O relatório indica mudanças de tendência na procura, que foram detetadas há alguns anos e que se estão a consolidar. 55% dos consumidores inquiridos tinha comprado um produto ou serviço sustentável nas quatro semanas anteriores. 32% afirma que o fez apesar de pagar mais, porque podia ter comprado um produto alternativo mais barato. 19% admitiu que teve de esperar mais tempo para a receber, mas não importava. E 16% comprou um produto biológicos.

O relatório sublinha que os desafios para este ano serão ver como evolui a inflação e as tensões nas cadeias de abastecimento, para além da pandemia em geral. “Depois de um ano de ajustamentos, a distribuição parece ter iniciado uma tendência ascendente, com mais inovação no digital e na sustentabilidade. Infelizmente, a agitação parece que vai demorar algum tempo, por isso, antecipar as necessidades dos clientes nunca foi tão importante“, explica Evan Sheehan, responsável pela área de distribuição na Deloitte.

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