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O mundo à conquista da China e a China à conquista do mundo

Se conquistar o imenso mercado chinês está entre as prioridades de muitas empresas ocidentais, também é verdade que as marcas chinesas estão apostadas em conquistar os consumidores do ocidente, sobretudo agora que a sua imagem no exterior está a melhorar.

As empresas que querem fazer negócios na China devem contar com um consumidor digital, móvel e social. Nas grandes cidades, o comércio eletrónico representa já quase 10% do total das compras de grande consumo, mas é nas pequenas localidades que este canal mais cresce. “Na China, as cidades mais pequenas viram a penetração do e-commerce crescer 59%, entre 2014 e 2016, em comparação com os 28% de cidades como Pequim ou Xangai. Isto pode atribuir-se à melhoria da capacidade aquisitiva e da conectividade em todo o território chinês, pelo que os retalhistas se dirigem cada vez mais a estas cidades menos importantes com a sua oferta online”, explica Stéphane Roger, da Kantar Worldpanel.

80% das compras online de grande consumo fazem-se através do telemóvel, dispositivo com o qual 40% da população paga todo o tipo de serviços pelo menos uma vez por semana. Aurelia Leopold, diretora de finanças e banca da Kantar TNS, indica que as redes sociais na China, onde o WeChat é líder absoluto, são as grandes responsáveis por este fenómeno e concorrem agora com os bancos tradicionais.

Mas se as marcas ocidentais querem ganhar posição junto deste consumidor, as marcas chinesas ambicionam, por seu turno, conquistar os mercados internacionais e estão a fazê-lo ao beneficiar da consistente melhoria de imagem global do gigante asiático. De acordo com o estudo “China National Image Global Survey”, feito pela Lightspeed e pela Kantar Millward Brown, a China obteve uma pontuação de 6,22 sobre 10. Em comparação com 2015, os três países onde a pontuação da China mais subiu foram a Itália, Canadá e Reino Unido.

Coincidindo com o início do ano novo chinês, a análise indica que 40% dos estrangeiros inquiridos reconhecem a contribuição da China para o desenvolvimento mundial. Marcas como a Alibaba, Huawei ou Lenovo são já importantes nos mercados internacionais e “o seu trabalho de marca está a permitir-lhes mudar a imagem do Made in China para um conceito mais ‘cool’”, assinala Doreen Wang, diretora global do BrandZ.

As marcas chinesas também são as preferidas dos consumidores locais. No grande consumo, dominam a lista das marcas preferidas pelos consumidores, ocupando nove das 10 primeiras posições. Yili, Mengniu e Master Kong são as mais eleitas pelos lares chineses.

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