A METRO encerrou os primeiros nove meses do exercício fiscal de 2025/2026 com vendas de 24.680 milhões de euros, mais 2,9% do que no período homólogo, impulsionadas pelo crescimento do negócio de entrega a clientes profissionais.
A empresa alemã, proprietária da Makro, registou uma progressão de 10,2% nas vendas por entrega, que alcançaram 7.092 milhões de euros. Em contraste, a atividade das lojas físicas avançou apenas 0,1%, para 17.440 milhões de euros.
O marketplace METRO Markets também manteve uma evolução positiva, com as vendas a crescerem 7,6%, para 149 milhões de euros, reforçando a combinação entre lojas, distribuição direta e canais digitais na estratégia do grupo.
Delivery continua a ser o principal motor
Só no terceiro trimestre fiscal, as vendas reportadas da METRO aumentaram 2,8%, para cerca de 8.600 milhões de euros. Em moeda local, a progressão foi de 2,3%.
As entregas cresceram 8,3% em moeda local durante o trimestre, atingindo 2.500 milhões de euros. Já as vendas das lojas e das restantes atividades mantiveram-se praticamente estáveis, com um recuo de 0,1%, para seis mil milhões de euros.
A METRO Markets avançou 10,5% no trimestre, alcançando vendas de 65 milhões de euros.
“É particularmente encorajador o desempenho sólido e sustentado do nosso negócio de entregas, que continua a ser a mais importante alavanca de crescimento da METRO”, afirma Steffen Greubel, presidente executivo do grupo.
Segundo o responsável, a empresa manteve uma trajetória de crescimento das vendas e dos resultados, apesar dos desafios macroeconómicos, e continua a avançar com a transformação das operações na Alemanha.
EBITDA aumenta 6,5% nos nove meses
O EBITDA ajustado da METRO cresceu 6,5% nos primeiros nove meses do exercício, para 855 milhões de euros. Apesar da melhoria operacional, o resultado líquido manteve-se negativo. O prejuízo aumentou de 127 milhões de euros no período homólogo para 173 milhões de euros.
No terceiro trimestre, contudo, o grupo aproximou-se do ponto de equilíbrio. O prejuízo líquido diminuiu de 44 milhões para um milhão de euros.
O EBITDA ajustado trimestral aumentou de 336 milhões para 362 milhões de euros, beneficiando sobretudo do desempenho da região da Europa Ocidental. Os custos de transformação totalizaram 17 milhões de euros, abaixo dos 46 milhões registados um ano antes.
O cash flow livre acumulado melhorou para um valor negativo de 406 milhões de euros, evolução que a empresa atribui principalmente às alterações nas necessidades de fundo de maneio.
Europa Ocidental supera dez mil milhões em vendas
A Europa Ocidental gerou vendas de 10.061 milhões de euros nos primeiros nove meses, mais 1,6% em termos homólogos.
Na Alemanha, a faturação recuou 0,5%, para 3.720 milhões de euros, refletindo os desafios enfrentados pelo grupo no seu mercado doméstico.
A Europa de Leste apresentou um crescimento de 3,9%, para 8.520 milhões de euros. Na Rússia, as vendas aumentaram 10,3%, atingindo 2.141 milhões de euros.
Perspetivas mantidas no limite inferior
A METRO manteve as perspetivas para o exercício de 2025/2026, embora antecipe agora um desempenho próximo do limite inferior do intervalo anteriormente definido.
O grupo continua a prever um crescimento das vendas entre 3% e 6%, ajustado aos efeitos cambiais e às alterações do perímetro. O EBITDA ajustado deverá aumentar entre 50 milhões e 150 milhões de euros face ao exercício anterior, cuja base de comparação é de 1.192 milhões de euros.








