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Londres é a localização logística mais cara do mundo

Foto Shutterstock

A Cushman & Wakefield divulgou uma nova publicação, “Global Logistics Outlook 2021”, que analisa os fatores principais que afetam o crescimento, as operações de arrendamento e as tendências do sector da logística a nível mundial. O estudo ordena ainda as 250 localizações mais caras de logística em todo o mundo, sendo que Portugal ocupa a 174.ª posição.

Segundo Andreia Almeida, Associate Director, diretora de Research & Insight da Cushman & Wakefield, “a disrupção sem precedentes causada pela pandemia de Covid-19 e forma como os consumidores tiveram de alterar os seus comportamentos redesenharam o futuro da indústria logística, ao expor as vulnerabilidades das cadeias de abastecimento e ao acelerar o desenvolvimento de tecnologias”.

Com base nos dados do final do ano passado, a taxa de disponibilidade continua a diminuir nas principais localizações logísticas da Europa. Os mercados holandês e britânico registam um valor já baixo de 4% de desocupação, enquanto localizações como Roterdão, Lyon, Praga e Budapeste, têm apenas 2%. Esta escassa oferta de produto logístico tem levado a alguma construção especulativa, embora ainda sem aumento visível das disponibilidades e sem correção nos valores de rendas.

No ranking apresentado na nova publicação, Londres é a localização logística mais cara do mundo com rendas anuais de 225 euros por metro quadrado, seguida de Hong Kong com 180 euros por metro quadrado e São Francisco com 165 euros por metro quadrado.

 

Portugal

Em Portugal, o sector de industrial e logística tem vindo, igualmente, a registar um renovado dinamismo, com o aumento do comércio online a contribuir para uma maior procura de espaços adaptados a este tipo de operação.

Em termos de ocupação, durante o ano passado foram transacionados 335.300 metros quadrados, mais do que duplicando o volume registado em 2019, mantendo-se esta tendência crescente durante 2021, cujo primeiro trimestre atingiu uma absorção de 102.200 metros quadrados, um crescimento homólogo perto dos 50%.

Face à maior procura latente, associada a uma escassez de oferta de qualidade, verifica-se também um aumento da reabilitação de imóveis existentes, por forma a dar resposta aos critérios de ocupação atuais, assim como o desenvolvimento de novos projetos, com destaque para a promoção especulativa. Consequentemente, antecipa-se que se venha a reverter a tendência histórica de ocupação própria, dando resposta à atual procura elevada por parte dos investidores imobiliários”, comenta Andreia Almeida.

Neste contexto, as rendas de mercado prime para espaços de logística, atualmente nos 48 euros por metro quadrado em Lisboa e 46 euros por metro quadrado no Porto, e respetivamente na 174.ª e 184.ª posições do ranking global, poderão observar um aumento gradual ao longo nos próximos anos.

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