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Lisboa sobe 44 posições no ranking de custo de vida da Mercer

Como resultado da era digital, do envelhecimento da população, da escassez de competências e ainda de contextos económicos e políticos imprevisíveis, o cenário empresarial global encontra-se em mudança, assim como os empregos que são chave para o futuro do trabalho. Neste contexto, as empresas multinacionais têm-se focado na mobilidade do talento e estão focadas em promover pacotes competitivos para expatriados nas suas missões internacionais.

De acordo com o 24.º estudo anual da Mercer “Cost of Living”, fatores como a instabilidade no mercado imobiliário, a baixa inflação e a instabilidade de preços de bens e serviços têm impacto no contexto empresarial em diversas cidades em todo o mundo.

O estudo da Mercer revela que Hong Kong ultrapassou Luanda, ocupando agora a primeira posição das cidades mais caras do mundo para expatriados. Tóquio e Zurique encontram-se em segundo e terceiro lugares, respetivamente, e Singapura e Seoul ficam na quarta e quinta posição, respetivamente. Desta forma, quatro das cinco cidades mais caras do mundo para expatriados encontram-se agora na Ásia. “Com a evolução tecnológica e a importância de uma força de trabalho conectada globalmente, a transferência de talento permanece uma componente chave na estratégia das empresas multinacionais”, refere Diogo Alarcão, CEO da Mercer Portugal. “Se, por um lado, a mobilidade da força de trabalho permite às organizações conseguir uma maior eficiência, utilizar o melhor talento e ser eficiente do ponto de vista dos custos em projetos internacionais, a volatilidade dos mercados e o crescimento económico moderado em muitas partes do mundo faz com que as empresas avaliem com algum cuidado os pacotes de remuneração para expatriados”.

De acordo com o estudo global sobre o custo de vida de 2018 da Mercer, Lisboa subiu 44 posições no ranking, passando da 137.ª posição, em 2017, para o 93.º lugar, em 2018. Esta subida representa a maior de sempre da capital portuguesa no que se refere ao custo de vida para expatriados (desde o início da realização do estudo global da Mercer) e os fatores que motivam esta subida são maioritariamente decorrentes de variações do euro face ao dólar, mas refletem também uma subida de preços generalizada da cidade nas áreas da habitação, restauração e combustíveis.

Algumas das cidades que constam do top 10 da Mercer das cidades mais caras para expatriados são Seul (5.ª), Luanda (6.ª), Xangai (7.ª), Ndjamena (8.ª), Pequim (9.ª) e Berna (10). As cidades mais baratas para expatriados são Tachkent (209.ª), Túnis (208.ª) e Bichkek (207.ª). “Alinhar a força de trabalho e as estratégias de mobilidade, assegurando que os colaboradores certos se encontram no local certo, é mais crítico do que nunca para as multinacionais, uma vez que se focam em modelos de negócio cada vez mais globais”, refere Tiago Borges, principal responsável pela área de Rewards da Mercer. “Remunerar de forma competitiva e apropriada os colaboradores em funções internacionais é crucial para o sucesso e sustentabilidade dos projetos”.

O  estudo da Mercer é um dos mais abrangentes do mundo e foi desenvolvido para ajudar as empresas multinacionais e os governos a definirem estratégias para os seus colaboradores expatriados. A cidade de Nova Iorque é utilizada como a base para todas as comparações, sendo que os movimentos cambiais têm como referência o dólar norte-americano. O estudo inclui mais de 375 cidades em todo o mundo. O ranking deste ano inclui 209 cidades em cinco continentes e determina o custo comparativo de mais de 200 itens em cada local, incluindo alojamento, transporte, comida, roupa, bens domésticos e entretenimento. 

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