A Inditex fechou o exercício de 2025 com um lucro líquido de 6.220 milhões de euros, o que representa um crescimento de 6% face ao ano anterior. Deste modo, alcançou novos máximos históricos tanto em rentabilidade como em volume de negócios.
A faturação do grupo têxtil atingiu 39.864 milhões de euros, um aumento de 3,2% (ou 7% a taxas de câmbio constantes), confirmando a solidez do modelo operacional da empresa fundada por Amancio Ortega.
Segundo a empresa, o desempenho foi impulsionado pela inovação, diversificação e flexibilidade do modelo integrado. Estes fatores continuam a sustentar o crescimento das vendas e a rentabilidade do grupo.
Crescimento mais moderado das vendas
Apesar dos resultados positivos, o crescimento das vendas tem vindo a desacelerar. Em 2025, a subida foi de 7,5%, inferior aos 10,4% registados em 2023, refletindo um contexto de mercado mais desafiante.
Ainda assim, a estratégia de Retail Optimisation permitiu reforçar a eficiência da rede de lojas. Nos últimos três anos, as vendas reportadas cresceram 22%. Simultaneamente, o número total de lojas diminuiu 6%, embora a área comercial líquida tenha aumentado 6%, demonstrando uma aposta em espaços maiores e mais eficientes.
Zara continua a liderar o negócio
Por marcas, o universo Zara (incluindo Zara Home e Lefties) continua a representar a maior fatia das receitas, com 28.051 milhões de euros, ainda que com um crescimento mais moderado de 0,98%.
As restantes marcas registaram evoluções mais expressivas: Bershka 3.286 milhões de euros (+12,2%), Stradivarius 3.002 milhões de euros (+12,7%), Pull&Bear 2.546 milhões de euros (+3,1%), Massimo Dutti 2.019 milhões de euros (+3%) e Oysho 960 milhões de euros (+15,5%), a marca com maior crescimento.
As vendas online cresceram 4,8%, alcançando 10.656 milhões de euros, reforçando a integração entre canais físicos e digitais no modelo de negócio da empresa.
Em termos de rentabilidade, a margem bruta aumentou 3,9%, totalizando 23.222 milhões de euros, com a margem percentual a situar-se em 58,3%, mais 42 pontos base face ao ano anterior.
Os gastos operacionais cresceram 2,8%, abaixo da evolução das vendas, refletindo ganhos de eficiência na operação.
EBITDA supera 11 mil milhões
O EBITDA do grupo atingiu 11.267 milhões de euros, um aumento de 5%, enquanto o EBIT chegou aos 7.997 milhões de euros, crescendo 5,9%.
Durante o exercício, a Inditex investiu 2.712 milhões de euros, incluindo investimentos extraordinários. O inventário registou uma redução de 2% face ao ano anterior, sinalizando uma gestão mais eficiente de stock.
Para reforçar o crescimento a longo prazo, o grupo anunciou investimentos ordinários de cerca de 2.300 milhões de euros em 2026, direcionados sobretudo para a otimização das lojas. Adicionalmente, a integração tecnológica e o reforço das plataformas online serão também alvo de investimento.
A empresa prevê que o espaço comercial bruto cresça cerca de 5%, contribuindo positivamente para as vendas, apoiado também pelo crescimento do canal digital.
Expansão internacional continua
No exercício de 2025, a Inditex abriu lojas em 41 mercados, tendo realizado 190 novas lojas, 217 remodelações (incluindo 96 ampliações) e 293 absorções de lojas. No final do ano, o grupo operava 5.460 lojas em todo o mundo.
Entre os planos para 2026 destacam-se a primeira loja do grupo em Curaçao e a entrada da Bershka no Brasil e nos Estados Unidos. Neste mesmo mercado, a Massimo Dutti irá reforçar a sua expansão. Adicionalmente, preveem-se novas lojas Zara Home na Irlanda e Noruega e a expansão da Lefties no Reino Unido e em França.
O início de 2026 confirma a trajetória positiva do grupo. Entre 1 de fevereiro e 8 de março, as vendas em loja e online cresceram 9% a taxas de câmbio constantes, impulsionadas pela boa receção das coleções primavera/verão 2026.








