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Globalização atinge novo recorde

Foto Shutterstock

Os fluxos internacionais de comércio, capital, informação e pessoas intensificaram-se significativamente pela primeira vez desde 2007.

Esta é uma das principais conclusões da quinta edição do Índice de Conectividade Global (GCI pela sua sigla em inglês), uma análise da DHL acerca da globalização em 169 países e territórios.

O estudo revela que os cinco países mais conectados do mundo são a Holanda, Singapura, Suíça, Bélgica e Emirados Árabes Unidos. Oito dos 10 países mais conectados são europeus, o que contribui para que a Europa seja a região mais conectada do mundo, em particular no que diz respeito ao comércio e fluxo de pessoas. A América do Norte, líder em fluxos de capital e informação, é segunda, seguida pelo Médio Oriente e Norte de África. “Mesmo que o mundo continue num processo de globalização, existe ainda um tremendo potencial a explorar. O GCI mostra que, atualmente, a maioria dos movimentos e intercâmbios são domésticos, e não internacionais, mas temos noção de que a globalização é um fator decisivo para o crescimento e a prosperidade”, indica John Pearson, CEO da DHL Express. “O aumento da cooperação internacional continua a contribuir para a estabilidade, de modo que as empresas e os países que adotam a globalização têm enormes benefícios”.

Apesar das recentes conquistas da globalização, o mundo está menos conectado do que a maioria das pessoas pensa. “Isto é importante porque quando as pessoas sobrestimam os fluxos internacionais têm tendência a preocupar-se mais com os mesmos. Os dados do nosso relatório podem ajudar a mitigar estes receios e a concentrar a atenção em soluções reais para as preocupações sociais acerca da globalização”, alerta Steve Altman, coautor do estudo.

O GCI revela que apenas 20% da produção económica em todo o mundo é exportada, 7$ dos minutos de chamadas telefónicas, incluindo chamadas através da Internet, são internacionais e que 3% das pessoas vivem fora do seu país de origem.

O relatório também desmistifica a crença de que a distância está a tornar-se cada vez mais irrelevante. A maioria dos países está muito mais conectada com os seus vizinhos do que com as nações mais distantes.

O GCI continua a revelar as disparidades entre os níveis de globalização entre economias mais avançadas e emergentes. Estas negoceiam de forma praticamente tão intensa como as avançadas, mas estão três vezes menos ligadas aos fluxos internacionais de capital, cinco vezes menos no que se refere ao fluxo de pessoas e quase nove vezes menos em relação aos fluxos de informação.

Os cinco países cujos fluxos internacionais superam as expectativas são o Camboja, a Malásia, Moçambique, Singapura e o Vietname.

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