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“Em todas estas atividades, o que nos distingue é o serviço prestado ao cliente, que é diferenciador e competitivo”

João Barros

A atuar no sector de pagamentos, desde 2014, através de uma rede de mais de 3.200 agentes de norte a sul do país, incluindo ilhas, a PAGAQUI encontra-se a alargar os seus serviços. Em 2019, lançou a QUI, a primeira carteira digital não bancária, e o serviço de Acquiring, com uma rede de terminais de pagamento automático que pretende democratizar o acesso a este tipo de soluções, independentemente da dimensão dos negócios. João Barros, CEO da PAGAQUI, sublinha a missão da empresa em criar uma oferta adequada, com custos justos, para os negócios mais pequenos. Apenas um dos muitos projetos em que a empresa se encontra envolvida, com o intuito de apoiar a modernização e a simplificação dos meios de pagamento em Portugal.

 

Grande Consumo – Que desafios enfrentam, hoje, as empresas especializadas em sistemas de pagamento?

João Barros – Os grandes desafios que as empresas enfrentam, hoje, é a crescente concorrência existente no mercado, dada a liberalização do mesmo, a digitalização dos serviços, mas, essencialmente, a interação entre o serviço disponibilizado e o consumidor final, que se traduz na forma como este é apresentando. Ser intuitivo, simples, útil e que reduza o tempo dispensado são as principais questões que as empresas especializadas em sistemas de pagamento devem responder quando apresentam os seus novos sistemas.

 

GC – O que motivou o lançamento da carteira digital QUI?

JB – Um dos principais motivos para lançar a carteira digital QUI foi apresentar ao mercado uma app que conseguisse ter vários tipos de serviços num só espaço. A QUI é 100% desenvolvida pela PAGAQUI, um serviço gratuito, sem taxas de manutenção de conta e transferências, e que descomplica todo o processo de pagamento de vários serviços e de gestão diária.

 

GC – Quais são as características e funcionalidades da carteira digital que lhe permite competir com os serviços alternativos de pagamento?

JB – A carteira digital é uma aplicação totalmente desenvolvida pela PAGAQUI que permite a abertura de contas de pagamento e que tem um cartão de débito pré-pago associado. A QUI é um conjunto de serviços alargado, grátis, simples, rápido e cómodo, sem custos e anuidades. Com esta carteira digital, consegue fazer vários tipos de operações numa só app.

Numa segunda fase, pós lançamento, a QUI apresentará novas funcionalidades adequadas aos vários “targets”, serviços de poupança, POUPAQUI, e ainda seguros.

 

GC – Era importante que fosse uma alternativa aos bancos tradicionais?

JB – A QUI aparece no mercado português como uma app disruptiva que é, essencialmente, uma alternativa aos bancos tradicionais pela sua simplicidade no uso, pelo variado leque de serviços disponibilizado. Diferencia-se também de outras entidades bancárias porque é possível registar-se e abrir conta em poucos minutos, sendo que a PAGAQUI não é um banco.

 

GC – Os portugueses são adeptos de carteias digitais? O que se pode fazer para que este serviço ganhe ainda mais adeptos?

JB – As gerações mais jovens são grupos que têm um contacto constante com a digitalização. O fácil acesso à Internet e a banalização dos smartphones fazem com que exista um contacto muito alargado com a informatização, que se traduz no interesse e uso comum de carteiras digitais.

Na PAGAQUI, trabalhamos para facilitar a vida a quem nos procura e, perante uma sociedade que está em plena revolução digital, é necessário apresentarmos este tipo aplicações, disponibilizando um maior número de serviços que se irá refletir num aumento de utilizadores. Atualmente, muitas tarefas que estão à distância de um clique eram, há uns anos, só possíveis de fazer num espaço físico.

 

GC – Quais são os contornos da parceria com a Euronics? Que mais-valia traz a PAGAQUI para as empresas e para a indústria?

JB – A parceria com a Euronics surge no âmbito da gestão de seguros de proteção de equipamentos móveis e extensões de garantia para o consumidor final, destinada a todos os equipamentos, como eletrodomésticos, eletrónica de consumo, informática e telecomunicações.

Mais uma vez, a PAGAQUI aposta num serviço rápido e cómodo, disponibilizando aos clientes da Euronics a possibilidade de criar um seguro, em menos de um minuto, de forma célere e segura.

Com este tipo de parcerias, permitimos à indústria oferecer um leque mais variado de serviços, um conjunto de benefícios globais e competitivos para o consumidor final.

 

GC – Parcerias como esta fazem parte da estratégia da PAGAQUI para o futuro?

JB – A PAGAQUI encontra-se sempre disponível para estabelecer novas parcerias, com o objetivo de prestarmos serviço a um maior número de portugueses. Estamos constantemente atentos ao mercado e, sempre que detetarmos boas oportunidades, iremos avaliá-las.

 

GC – A PAGAQUI lançou também a rede de TPAs. Que vantagens podem os comerciantes encontrar com esta novidade face aos já existentes no mercado?

JB – A PAGAQUI tornou-se Merchant Agent da Visa e Payment Facilitator da Mastercard e, através duma parceria com uma entidade de moeda eletrónica espanhola, lançou uma nova solução de Acquiring, aceitação de pagamentos através de cartões bancários, através de um terminal de pagamento automático, em janeiro de 2019.

As vantagens que os comerciantes encontram com os TPA da PAGAQUI é uma total independência do banco, podendo alterar, sempre que assim o desejar, não exigência de fidelização, assim como a possibilidade de oferecer aos estabelecimentos uma maior diversificação dos meios de pagamento, garantindo um serviço mais seguro, mais rápido e mais conveniente para os utilizadores. Oferecemos ainda o acesso a um backoffice que permite aos comércios controlar as cobranças em vários pontos de venda, tal como aceder à informação online e em tempo real. É uma solução que vem também para facilitar as necessárias conciliações e diminuir potenciais erros e fraudes.

 

GC – Dentro desta oferta, que tipo de mais-valias podem disponibilizar aos negócios mais pequenos?

JB – Grande parte dos negócios mais pequenos não dispõem de um terminal de aceitação de pagamentos com cartão. Todos nós já teremos sentido isso, algum comércio local ou loja mais pequena onde nos dirigimos e onde, invariavelmente, não conseguimos pagar com cartão. E isto tem uma razão muito clara: a falta de oferta adequada com custos justos para estes comércios.

A PAGAQUI quis corrigir essa realidade, quis criar uma oferta competitiva, sem fidelizações e sem complicações. Para que qualquer loja possa prestar um melhor serviço ao seu cliente e aceitar pagamentos sem ser apenas em dinheiro.

 

GC – Como se distingue a PAGAQUI das demais empresas especializadas em sistemas de pagamento em Portugal?

JB – Recordo que atuamos no sector de pagamentos, desde 2014, através de uma rede de mais de 3.200 agentes de norte a sul do país, incluindo ilhas, em diversos pontos de venda, como supermercados, papelarias, quiosques, postos de abastecimentos, entre outros. Com o objetivo de alargar os nossos serviços e de colmatar uma falha existente no mercado, lançámos, no início de 2019, o serviço de Acquiring com uma rede de terminais de pagamento automático (físico ou virtual). Ainda em 2019, apresentámos a QUI, a primeira carteira digital não bancária. Em todas estas atividades, o que nos distingue é o serviço prestado ao cliente, que é diferenciador e competitivo. A título de exemplo, a nossa rede de TPAs é disponibilizada por preços muito vantajosos face à concorrência.

 

GC – Com quantos colaboradores contam em Portugal? Têm presença no estrangeiro?

JB – A PAGAQUI conta com 48 colaboradores nos seus escritórios situado em Lisboa e no Porto.

Quanto ao mercado internacional, estamos presentes no Brasil, onde já assinamos um acordo de tecnologia. O objetivo é posicionar a PAGAQUI através de uma posição maioritária no capital de dois grupos distribuidores de cartões pré-pagos, grupos esses que empregam mais de 700 colaboradores.

O Brasil é um enorme desafio, pois metade dos intervenientes nas transações não tem conta bancária. O mercado brasileiro possui uma elevada cadeia de valor, da processadora, às integradoras, distribuidoras e aos pontos de venda, o representa um valor bastante alto. Pretendemos diminuir o valor desta cadeia e o custo associado ao serviço de pagamentos e carregamentos.

 

GC – Que expectativas têm até o final de 2020?

JB – Pretendemos marcar este ano pela consolidação da nossa presença no mercado, quer no serviço de Acquiring quer na nossa rede de agentes, e tornar a QUI numa ferramenta de gestão diária e utilização regular por parte dos nossos clientes.

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