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Economia da Zona Euro terminou ano com crescimento mais rápido desde 2011

A economia da área do euro terminou 2016 com o impulso mais forte em mais de cinco anos e meio, reforçando a região à medida que esta se encaminha para um ano de incerteza política.

Um índice composto compilado pela IHS Markit e chamado de Purchasing Manager’s Index /PMI)subiu de 53,9 em novembro para 54,4 em dezembro, o valor mais alto em 67 meses.

O fortalecimento tanto do sector dos serviços como da indústria deveu-se, em parte, ao enfraquecimento do euro. A expansão económica foi sinalizada entre as “quatro grandes nações“, com a Espanha a liderar o caminho, seguida de perto pela Alemanha.

O Banco Central Europeu decidiu, em dezembro, prolongar o seu programa de compra de ativos até ao final de 2017, para fazer face à inflação subjacente e à incerteza provocada pelas eminentes eleições nacionais e início de negociações sobre os termos da saída do Reino Unido da União Europeia. Desde essa decisão, as pressões sobre os preços agudizaram, paralelamente ao aumento do custo da energia. A Alemanha registou uma taxa de inflação de 1,7% em dezembro, acima das estimativas dos economistas e próxima da meta do Banco Central Europeu.

Segundo a IHS Markit, a economia da Zona Euro cresceu, em dezembro, ao nível mais elevado desde meados de 2011. “Os dados finais do PMI sinalizam um fim de ano ainda mais forte do que os números preliminares, embora permaneça a incerteza se este crescimento será um trampolim para que a área do euro ganhe um impulso adicional em 2017 “, comenta Chris Williamson, economista na IHS Markit.  “Muito depende de eventos políticos ao longo do próximo ano.”

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