A Coca-Cola estará a explorar novamente a possibilidade de vender a Costa Coffee, retomando uma operação que chegou a ser analisada em 2025 e acabou suspensa no início deste ano.
A informação foi avançada pela Semafor, com base em fontes próximas do processo, e confirmada pela Reuters enquanto relato de mercado. A Coca-Cola não comentou publicamente as novas conversações.
O grupo adquiriu a Costa em 2018 por 5,1 mil milhões de dólares, aproximadamente 4,56 mil milhões de euros, numa operação destinada a reforçar a presença da empresa no mercado global de café.
Primeiro processo de venda falhou
A Coca-Cola já tinha tentado encontrar comprador para a Costa, mas abandonou o processo depois de as propostas recebidas terem ficado abaixo das expectativas.
Segundo informações divulgadas no início do ano, a empresa procurava uma valorização próxima de dois mil milhões de libras, cerca de 2,37 mil milhões de euros, menos de metade do valor pago pela cadeia em 2018.
Fundos como TDR Capital, Bain Capital, Apollo, KKR e Centurium terão analisado a operação em diferentes fases. A hipótese de venda poderá, contudo, voltar a ser adiada se a Coca-Cola considerar que as condições de mercado continuam desfavoráveis.
Costa voltou ao lucro em 2025
A possível venda surge num momento em que o desempenho da Costa melhorou. A cadeia registou em 2025 um lucro operacional de 20 milhões de libras, cerca de 24 milhões de euros, revertendo o prejuízo operacional de 13,5 milhões de libras observado no ano anterior.
As receitas aumentaram cerca de 5%, para próximo de 1,3 mil milhões de libras, aproximadamente 1,54 mil milhões de euros.
A recuperação tem sido apoiada por remodelações de lojas, uma maior aposta em bebidas frias, matcha e novas propostas destinadas a consumidores mais jovens.
2.700 lojas e 20 mil trabalhadores
A Costa conta com cerca de 2.700 estabelecimentos no Reino Unido e Irlanda e emprega aproximadamente 20 mil pessoas. Apesar da escala, a cadeia tem enfrentado maior concorrência tanto de operadores de preço mais baixo, como Greggs e McDonald’s, como de marcas de café premium e independentes.
A Greggs ultrapassou recentemente a Costa em número de unidades no Reino Unido, reforçando a pressão competitiva sobre a marca.









