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Coca-Cola e Pepsi prejudicadas por novo imposto sobre bebidas açucaradas

O Governo britânico anunciou recentemente um novo imposto sobre as bebidas açucaradas, numa estratégia de combate à obesidade infantil.

O “Sugar Tax” prevê arrecadar 520 milhões de libras ao ano, montante investido na promoção do desporto nas escolas primárias. Estão excluídas algumas bebidas e sumos de frutas que contenham leite do pagamento deste imposto que incidirá sobre as bebidas que contenham, pelo menos, cinco gramas de açúcar por cada seis mililitros. As bebidas que apresentem mais de oito gramas de açúcar pagarão mais.

A Coca-Cola e a Pepsi vão ser afetadas por esta medida, já que se estima que os seus preços subirão 24 pences no Reino Unido quando o imposto começar a ser aplicado, previsivelmente, dentro de dois anos. Este prazo serve para que as empresas possam adaptar-se às novas regras e reduzam a quantidade de açúcar nos seus produtos. O Governo indica que o imposto se traduzirá num aumento do preço por litro entre 18 e 24 pences.

Um estudo recente da organização Cancer Research no Reino Unido indicou que um imposto de 20% nas bebidas com açúcar evitaria que 3,7 milhões de pessoas se tornassem obesas na próxima década, o que permitiria poupar 10 milhões de libras por ano ao sistema de saúde britânico.

Mas a medida não foi bem acolhida pela indústria de alimentação e bebidas, que reitera que o facto de se taxar estes produtos não determina uma mudança de conduta radical por parte dos consumidores.

Alguns países asiáticos, como a Indonésia, as Filipinas e a Índia, estão a preparar-se para introduzir medidas semelhantes nos próximos meses, que se refletirão no aumento dos preços das bebidas açucaradas. O México já o tinha feito e conseguiu uma redução de 12% no consumo deste tipo de bebidas e arrecadar dois mil milhões de dólares em impostos. A França e o Chile têm taxas similares.

Para a Coca-Cola, as bebidas não alcoólicas representaram 85% das vendas em 2015, o equivalente a 38.715 milhões de dólares. Há três anos consecutivos que as suas vendas caem, tendência que segundo o Bloomberg se deverá manter nos próximos anos. As vendas da PepsiCo também estão em queda há dois anos consecutivos, tendo atingido os 63.056 milhões de euros em 2015. Espera-se que este ano fiquem abaixo deste valor. Sendo o mercado britânico de “soft drinks” dominado por estas duas empresas, a medida terá impacto nas suas vendas e deverá incentivar ao desenvolvimento de mais alternativas light.

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