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CINDIA cria o terceiro maior “player” do retalho alimentar em Portugal

Cerca de 600 milhões de euros por ano. É este o volume de negócios a atingir pela CINDIA, a central de negociação do Intermarché e do DIA em Portugal, quando fechar acordo com 50 fornecedores. Meta anunciada esta segunda-feira, dia 22 de junho, num encontro com jornalistas, e que ambos os grupos querem ver alcançada até setembro próximo.

Para já, são 30 os fornecedores que já negoceiam com a CINDIA. De acordo com Juan Cubillo, diretor comercial internacional do Grupo DIA, os fornecedores exclusivos de cada uma das insígnias ficam à parte e de fora da mesa de negociação comum estão, ainda, os produtos frescos tradicionais de origem agrícola e os produtos da pesca, assim como as pequenas e médias empresas.

A central irá negociar volumes com os grandes fornecedores de marcas de fabricante nacionais e internacionais, com o objetivo de obter melhores condições de compra em sortido alimentar, bebidas, drogaria e perfumaria que, depois, revertam para as lojas dos dois grupos. Aumentar a competitividade e ser mais eficiente na relação fornecedor-distribuidor são os grandes objetivos da central comum, criada com o fito, desde logo assumido, de permitir ao Intermarché e DIA de competir mais eficazmente com as duas empresas que lideram o mercado da distribuição em Portugal: Sonae e Jerónimo Martins.  

Com a junção de forças, Intermarché e DIA passam a representar 17% do mercado alimentar português, o que significa o terceiro maior “player” do retalho alimentar nacional, com um universo de 864 lojas (634 do Minipreço e 230 do Intermarché). Contudo, os responsáveis de ambos os grupos afastam a ideia de que a CINDIA possa ser o primeiro passo de uma futura fusão. Caberá, a cada insígnia, a determinação, com total independência, das políticas e estratégias comerciais. Além disso, DIA e Intermarché não deixarão de ser concorrentes nos mercados retalhistas, gerindo com absoluta autonomia as suas redes de lojas.

A CINDIA é a central de compras do DIA e Intermarché em Portugal, pelo que “exportar” o conceito também não faz parte dos planos. Até porque Portugal é o único mercado partilhado por ambos os retalhistas.

Anunciada em finais de maio, a CINDIA demorou cerca de dois a três meses a ser criada. Conta com uma equipa de oito pessoas, com as negociações a serem dirigidas por Nuno Soares e Helena Guedes, que migraram de cada uma das cadeias para integrar os quadros da central.

Quer saber mais sobre a CINDIA? Leia o tema de capa da próxima edição impressa da Grande Consumo, brevemente a chegar ao leitor.

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