A iServices analisou o histórico de intervenções técnicas realizadas nas suas mais de 150 lojas, desde janeiro de 2025, num total de mais de 16.500 intervenções em smartphones, tablets e computadores. A conclusão é clara: o verão é a época mais crítica do ano para os equipamentos eletrónicos.
No verão de 2025, nos meses de junho e agosto, as intervenções técnicas em smartphones ficaram, em média, 25% acima da média mensal do resto do ano. Os dados de 2026 confirmam e antecipam o padrão: maio e junho registaram, em média, mais 29% de intervenções do que os primeiros quatro meses do ano.
“O verão junta tudo aquilo que um smartphone não tolera: água, calor, areia e protetor solar. Os danos por líquidos estão entre as principais causas de avaria que os nossos técnicos identificam nesta época e são também dos mais traiçoeiros, porque a corrosão pode manifestar-se apenas semanas depois do acidente”, afirma Bruno Borges, CEO da iServices.
Impermável não é resistente à água
Parte do problema, explica a iServices, está num mal-entendido generalizado: as classificações IP67 e IP68, presentes na maioria dos smartphones recentes, são obtidas em laboratório, com água doce, sem movimento e em condições controladas. Não simulam uma queda na piscina, o sal do mar ou o desgaste dos vedantes ao longo dos anos. Além disso, na generalidade das marcas, os danos causados por líquidos não estão cobertos pela garantia.
Em caso de contacto com líquidos, a recomendação dos técnicos é simples: desligar o equipamento de imediato, não o colocar a carregar, evitar fontes de calor e dispensar o mito do arroz, que não seca o interior e pode introduzir resíduos nas entradas. Mesmo que o equipamento continue a funcionar, um diagnóstico técnico atempado, realizado na hora em qualquer loja iServices, permite detetar humidade ou corrosão antes que o dano se torne irreversível.








