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Aumentam as vendas, mas não os lucros no sector de bens de consumo

O sector de bens de consumo duradouros continuará a expandir-se em 2016. Esta é a previsão do último relatório divulgado pela Crédito y Caución, que situa o crescimento mundial do sector em 2,7%. Não obstante, as margens continuarão muito ajustadas num ambiente de grande sensibilidade face aos preços, após a recessão económica e o auge do comércio retalhista online, refere o operador em seguro de crédito interno e de exportação em Portugal.

Na Europa, o desempenho do sector continua a ser diversificado, com mercados como o da Alemanha, com um desempenho positivo, face à Itália ou Espanha, onde as vendas do retalho ainda não atingiram níveis anteriores aos da crise.

Na Alemanha, o sector crescerá consideravelmente devido à baixa inflação, à diminuição do preço do combustível e à situação do mercado laboral. Por outro lado, em Espanha, a instabilidade institucional e a incerteza na economia mundial abrandarão o crescimento do sector em 2016. Outro fator que influencia diretamente o sector é o acesso ao financiamento. Desde o início de 2016 que as instituições financeiras voltaram a mostrar um comportamento mais seletivo no momento de conceder créditos. Nos Países Baixos, os níveis de vendas ficaram 16% abaixo dos dados anteriores à crise económica de 2008, com um crescimento desigual: cresce em força a venda de mobiliário incentivada pela recuperação do mercado imobiliário holandês, enquanto as vendas de artigos para o lar, eletrónica e bricolagem descem. No Reino Unido, as perspetivas para 2016 são positivas depois da recuperação do sector das condições extremamente difíceis, com altos níveis de insolvência. Na Itália é necessário prestar especial atenção aos problemas de fraude que se têm registado no sector.

Na América do Norte as perspetivas do comércio de retalho dos Estados Unidos continuam positivas, enquanto a situação dos retalhistas canadianos é mais complexa. O estratégico mercado de bens de consumo, com um peso de dois terços do PIB dos Estados Unidos, crescerá mais de 3% em 2016. No Canadá a diminuição das margens e a perda de confiança do consumidor canadiano pode ter um impacto negativo.

A Asia irá protagonizar, de novo, o maior crescimento de volume de vendas de todo o mundo, dados que têm sido impulsionados pela forte procura da China, onde o sector experiencia um crescimento substancial devido ao aumento dos rendimentos disponíveis e da urbanização. Também é importante o efeito da India e dos mercados de média dimensão, como a Indonésia e o Vietnam.

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