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Ameaças à economia portuguesa são superiores às oportunidades

O mais recente estudo da Iberinform sobre a economia portuguesa identifica como “extremamente preocupantes” as ameaças externas que se colocam à economia nacional e que superam as oportunidades. “Os problemas geopolíticos, demográficos e ambientais são extremamente preocupantes e implicam soluções que estão por ser definidas”, refere o relatório divulgado pela filial da Crédito y Caución.

Entre as principais ameaças, o estudo destaca “a inflexão protecionista nos Estados Unidos, a desintegração europeia, manifesta no equivocado Brexit, e o crescimento da intolerância perante as diferenças, manifesto na reação às migrações, numa população europeia e portuguesa a envelhecer e com uma natalidade muito baixa”. Para economias como a portuguesa, a subida dos preços do petróleo já está a fazer sentir os seus efeitos negativos, que se manterão “até que haja uma inversão de tendência e que seja minimizada a sua dependência como fonte energética”. O único efeito positivo neste cenário é a “maior oportunidade para economias como a de Angola”.

O relatório refere que o aumento das exportações com risco de desaceleração continua a compensar e a financiar as insuficiências da cobertura pela oferta interna da procura interna, mas salienta que “terão que aumentar ainda mais ou existir substituições competitivas de importações para que a procura interna possa aumentar de uma forma sustentável, o que implica um aprofundamento do desenvolvimento de Portugal”.

Segundo o estudo, “a economia de Portugal está condicionada no seu mercado interno, pelo excessivo endividamento do Estado não reformado, pelas fragilidades das instituições financeiras com muitas imparidades e contingências, decorrentes das opções de risco realizadas, e pelo excessivo endividamento das famílias, relativizado pelos créditos hipotecários à habitação, fortemente incentivados”.

Em relação às empresas não financeiras, o estudo da Iberinform salienta que “continuam a ter na procura externa, seja no estrangeiro, seja em Portugal, por exemplo por via do turismo, os seus graus de liberdade para a geração, reprodução e acumulação dos seus fluxos de valor e de caixa”.

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