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Agentes de IA e Gen IA aceleram transformação empresarial e prometem retorno rápido, aponta estudo da Capgemini

Novas tecnologias de Inteligência Artificial redefinem operações e provocam corrida por eficiência e valor

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A incorporação de agentes de Inteligência Artificial (Agentic AI) está prestes a acelerar de forma decisiva entre as organizações pioneiras na adoção da IA Generativa (Gen IA) ao longo de 2025, revela o novo relatório do Research Institute da Capgemini. O estudo, intitulado “AI in action: How Gen AI and agentic AI redefine business operations”, destaca que duas em cada cinco organizações esperam obter retorno positivo dos seus investimentos em IA num horizonte de 1 a 3 anos. A média do retorno atual já se aproxima de 1,7 vezes o valor investido, sublinhando o potencial transformador destas tecnologias.

As organizações que já integraram capacidades de IA nos seus processos centrais — como compras, atendimento ao cliente, cadeia de abastecimento e operações financeiras — relatam ganhos expressivos em eficiência e redução de custos. Segundo o relatório da Capgemini, cerca de 30% das empresas que utilizam Gen IA já implementaram também agentes de IA nas suas operações, antecipando um crescimento de 48% em projetos de Agentic AI até ao final de 2025.

Atualmente, uma em cada cinco organizações faz uso de agentes de IA ou sistemas multiagente, beneficiando de poupanças concretas e melhorias na produtividade, precisão dos insights e experiência de colaboradores e clientes.

Investimento em alta e barreiras à escala

Apesar das preocupações iniciais relativas ao retorno dos investimentos em infraestrutura e escalabilidade da IA, o estudo mostra que estas reservas estão a dissipar-se rapidamente. O retorno médio de 1,7 vezes observado nas empresas inquiridas tem impulsionado um aumento na intenção de investimento: este ano, 62% das organizações planeiam aumentar os recursos alocados à Gen IA, comparativamente ao ano anterior.

Oliver Pfeil, CEO de Business Services da Capgemini e membro do Comité Executivo do Grupo, salienta que “a Gen IA e a AI Agentic têm um verdadeiro potencial transformador, permitindo a passagem de modelos tradicionais baseados no custo para novos paradigmas orientados pelo valor e pela inteligência artificial”. Contudo, Pfeil alerta que “a adoção de larga escala ainda enfrenta desafios”, destacando a necessidade de reforçar a confiança nas novas tecnologias e de investir numa base de dados robusta para sustentar o crescimento.

Gen IA prepara terreno para Agentic AI

A adoção da Gen IA tem vindo a crescer, com 36% das organizações já a implementar esta tecnologia — um salto significativo em relação aos 20% registados no ano anterior. Entre aquelas que já integram Gen IA, 30% avançaram para agentes de IA, prevendo-se um crescimento de 48% nos projetos relacionados até 2025.

Os agentes de IA e sistemas multiagente são responsáveis por reduzir erros, melhorar a satisfação dos clientes e aumentar tanto a eficiência como a poupança operacional. Os setores que lideram esta adoção são: alta tecnologia, indústria transformadora, produtos de consumo, energia e utilities, e o setor farmacêutico e de cuidados de saúde.

Liderança estratégica e transformação da força de trabalho: chaves para o sucesso

O estudo sublinha que alcançar retornos sólidos e rápidos depende de uma liderança forte, governação clara e preparação atenta para a adoção da IA. Organizações que apostam nestes pilares conseguem obter retornos até 45% mais rapidamente. Apesar disso, apenas um terço dos líderes empresariais revela ser um defensor ativo da Gen IA, evidenciando espaço para evolução nas práticas de gestão.

A transformação da força de trabalho é apontada como essencial para a criação de valor. Nos últimos dois anos, a automação e os casos de uso de IA permitiram automatizar 30% das tarefas operacionais, e a tendência é de crescimento para os próximos anos. Com a evolução das funções, a requalificação, formação e adaptação serão centrais, prevendo-se que quase dois terços dos colaboradores tenham as suas descrições de funções alteradas até 2028.

O relatório prevê ainda um aumento substancial da interação entre colaboradores e agentes de IA até 2028, tornando imprescindível o investimento em formação e desenvolvimento de competências para garantir uma colaboração eficaz entre humanos e tecnologia.

Metodologia

Para este estudo, o Research Institute da Capgemini inquiriu 1.607 executivos de organizações com receitas a nível mundial de pelo menos mil milhões de dólares no último exercício financeiro, responsáveis pelo desenvolvimento e implementação de uma ou mais iniciativas de IA e de Gen IA nas suas operações empresariais. Os inquiridos desempenham funções nas áreas de cadeia de abastecimento e compras, finanças e contabilidade, recursos humanos, operações com clientes, liderança e estratégia de IA, desenvolvimento e manutenção de aplicações de IA, ética, regulação e conformidade, em 15 países e em 13 setores de atividade distintos. A Capgemini entrevistou ainda 15 executivos seniores com responsabilidades na área operacional e na implementação de tecnologias e projetos de IA nas suas respetivas organizações.

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