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A existência de um hipermercado constitui ‘per si’ uma forte capacidade de atração em qualquer imóvel

Criada em 2009, a Sonae Retail Properties (Sonae RP) é a unidade dedicada à gestão do património imobiliário de retalho do grupo. São 11 grandes galerias comerciais, mais 119 mais pequenas, com uma ABL que vai dos 1.000 aos 25.000 metros quadrados. Espaços diversificados e distintos, mas que partilham entre si a visão de oferecer ao “shopper” ainda mais conveniência. João Amaral conta à Grande Consumo como a Sonae RP tem vindo a enriquecer a sua proposta de valor com uma oferta diversificada de produtos e serviços, ao mesmo tempo que procura maximizar a extração de valor dos imóveis sob a sua exploração.

Grande Consumo – Faz sentido hoje pensar no conceito de galerias comerciais em detrimento de outros conceitos de comércio mais explorados num passado não muito recente? É inequívoco que o comércio de proximidade é hoje uma dimensão mais apelativa para o “shopper” nacional?
João Amaral – Sim, faz todo o sentido. As galerias comerciais comportam em si uma série de vantagens para o “shopper”, nomeadamente porque proporcionam uma oferta diversificada de produtos/serviços, para além da presença de lojas âncora, designadamente de retalho alimentar, tornando-se muito convenientes para as exigências do consumidor atual.

GC – O que tem motivado o interesse da Sonae RP na exploração deste conceito de comércio? É uma proposta de valor acrescentado para os espaços por si explorados?
JA – Esta abordagem da Sonae RP tem dois objetivos fundamentais. Por um lado, enriquecer a sua proposta de valor através de uma oferta diversificada de produtos/serviços; por outro, maximizar a extração de valor dos imóveis sob a sua exploração, naturalmente sem perder o foco nos negócios âncora. 


GC – A aposta em galerias comerciais é também o reconhecimento de que o conceito de hipermercado “per si”, como conceito “stand alone”, se encontra esgotado em Portugal?

JA –
Não, pelo contrário. A existência de um hipermercado constitui “per si” uma forte capacidade de atração (“pulling power”) em qualquer imóvel em que esteja presente. Naturalmente que a instalação da oferta de outros produtos e serviços não só aproveita esse “pulling power” como o vai potenciar. 


GC – De que forma a gestão no sector do retalho teve de se adaptar ao contexto atual do comércio e do consumo em Portugal?

JA –
Hoje em dia, a proximidade às zonas residenciais é claramente um fator distintivo, pelo que todos os operadores têm feito um movimento, nos últimos anos, nesse sentido. O aproveitamento das novas tecnologias, nomeadamente que permitam consultar rapidamente a informação, minimizar o tempo despendido no processo de compra, etc., é também uma preocupação constante do retalho moderno.
 Também tem sido dado enfoque à procura de novas soluções de negócio que permitam alargar a oferta e reforçar a extração de valor. 


GC – Qual a estratégia de gestão da Sonae RP ao nível a exploração das galerias comerciais? As atualmente existentes partilham similitudes entre si ou são geridas como unidades de negócio autónomas e com as suas próprias vicissitudes operacionais? 

JA –
A Sonae RP tem sob sua gestão 11 grandes galerias (Amadora, Barreiro, Telheiras, Loures, Valongo, São João da Madeira, Matosinhos, Gaia Jardim, Maia Jardim, Minho Center e MarcoShopping) mais 119 mais pequenas, com uma Área Bruta Locável (ABL) que vai desde os 1.000 metros quadrados a 25.000 metros quadrados. Assim, para responder a um parque tão diversificado, a equipa de gestão da Sonae RP tem como desafio não só a visão global do parque, visão essa que lhe permita o aproveitamento de sinergias, como também a capacidade de adaptar a gestão às especificidades de cada local.

GC – Qual o tipo de serviços que procuram disponibilizar na promoção destes espaços? Existe algum perfil específico ou baseiam-se numa lógica de procura/oferta?
JA –
Tanto quanto possível, privilegiamos a instalação de operadores que ofereçam produtos/serviços o mais complementares possível, reforçando a conveniência de cada galeria. 


GC – Em que medida a exploração dos espaços vazios, através dos quiosques, melhorou o desempenho dos espaços em termos de tráfego e vendas?

JA –
Os fatores que influenciam o número de visitas de cada galeria são muito diversificados, pelo que estabelecer uma relação causa-efeito torna-se muito complexo. Contudo, não temos qualquer dúvida que um serviço/loja instalado que tenha uma boa performance de vendas está a reforçar a atratividade do conjunto comercial.

GC – Estes novos espaços funcionam melhor do que o modelo convencional? 

JA –
São equivalentes, os quiosques surgiram como uma solução para reforçar a oferta, mesmo não existindo lojas disponíveis para comercializar. 


GC – Irão expandir este modelo de negócio a outras localidades onde existam lojas Continente?
JA –
A Sonae RP está sempre atenta a todas as oportunidades/soluções que permitam maximizar a satisfação dos clientes e a extração de valor dos imóveis geridos. De referir que todos os imóveis geridos pela Sonae RP têm como loja âncora alimentar um super ou um hipermercado Continente/ Continente Modelo/ Continente Bom Dia.

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