Em 2023, as mulheres geriam 17,2% da superfície agrícola utilizada na União Europeia (UE), segundo dados do Eurostat. A sua presença é mais expressiva nas explorações de menor dimensão, embora a renovação geracional possa contribuir para aumentar a participação feminina em unidades agrícolas maiores e mais orientadas para o mercado.
Os dados são divulgados no contexto do Dia Internacional da Mulher Rural, assinalado a 15 de outubro, e num ano em que as Nações Unidas declararam 2026 como o Ano Internacional da Mulher Agricultora, com o objetivo de reconhecer o contributo das mulheres para a cadeia alimentar e promover medidas para reduzir as desigualdades de género no sector.
Diferenças significativas entre regiões
A participação das mulheres na gestão da superfície agrícola varia consideravelmente entre as regiões europeias. Das 241 regiões NUTS 2 com dados disponíveis, 134 apresentavam uma proporção abaixo da média da UE, o equivalente a 55,6%.
A região austríaca da Alta Áustria (Oberösterreich) registava a maior percentagem, com 42,5% da superfície agrícola gerida por mulheres, correspondendo a cerca de 211.600 hectares. No extremo oposto, a região neerlandesa da Frísia apresentava o valor mais baixo: 2,7%, ou aproximadamente 6.000 hectares.
Em 25 regiões europeias, pelo menos 28,5% da superfície agrícola era gerida por mulheres. Estas regiões concentravam-se sobretudo em Itália, com 11 regiões, na Grécia e na Áustria, com quatro cada, e em Espanha, com três.
Por outro lado, 12 regiões apresentavam uma proporção inferior a 5%. Dez situavam-se nos Países Baixos, às quais se juntavam Åland, na Finlândia, com 3,6%, e Syddanmark, na Dinamarca, com 4,9%.

Reconhecer o papel das mulheres na agricultura
A declaração de 2026 como Ano Internacional da Mulher Agricultora, pelas Nações Unidas, pretende dar visibilidade ao papel das mulheres em toda a cadeia alimentar, desde a produção agrícola até ao consumo.
A iniciativa procura também sensibilizar para as desigualdades de género no setor e incentivar medidas que melhorem as condições de vida e as oportunidades económicas das mulheres agricultoras.









