Pessoa a fazer compras online com um tablet, junto de um computador portátil e um carrinho de compras

Portugueses gastam mais por compra online, revela barómetro da Eupago

O primeiro Pagometer da Eupago revela que o valor médio por compra online subiu para 97 euros no primeiro semestre de 2026,

O valor das compras online processadas pela carteira de comerciantes analisada pela Eupago cresceu 2,5%, para 165 milhões de euros, no primeiro semestre de 2026, enquanto o número de pagamentos aumentou apenas cerca de 1%, para 1,7 milhões.

“Os portugueses estão a gastar um pouco mais em cada compra, mas isso não quer dizer que estejam a comprar mais. Com a inflação nos 3,2% em junho, é plausível que parte desta diferença resulte da subida dos preços dos produtos, embora os nossos dados não permitam isolar esse efeito. É precisamente por isso que vale a pena acompanhar estes indicadores todos os meses”, afirma Telmo Santos, CEO da Eupago.

Os resultados integram a primeira edição do Pagometer, o novo barómetro mensal de pagamentos da Eupago. Nesta edição de estreia, a análise compara os pagamentos realizados entre janeiro e junho de 2026 com o mesmo período de 2025.

Multibanco concentra 66% do valor processado

O ticket médio global passou de 96 para 97 euros. A análise revela diferenças entre os dois principais meios de pagamento: o MB WAY lidera em número de operações, mas é o Multibanco que concentra 66% do valor processado, contra 29% do MB WAY.

Foi também no Multibanco que o valor médio mais cresceu, de 157 para 168 euros num ano, enquanto o MB WAY se manteve nos 51 euros.

“Os meios de pagamento imediatos acompanham bem as compras por impulso. Nas compras de maior valor, o cliente tende a refletir mais e pode valorizar a possibilidade de pagar num segundo momento. O MB WAY deverá manter a liderança em número de operações, mas o Multibanco continua a ser decisivo quando o valor sobe. Por isso, os comerciantes não devem apostar apenas no método mais popular”, sublinha Telmo Santos.

Vendas online crescem em 2026

Apesar da cautela que a inflação impõe, as perspetivas para o final do ano são positivas. Com base na evolução dos pagamentos acompanhados pela Eupago e nas projeções do Banco de Portugal para 2026, que apontam para um crescimento de 2,3% do PIB e de 3,1% do consumo privado, com aceleração da atividade no último trimestre, Telmo Santos antecipa que as vendas online em Portugal terminem o ano a crescer perto de 10%, em linha com as expectativas do painel do Barómetro CTT.

“O último trimestre concentra alguns dos principais momentos de consumo do ano, como a Black Friday e o Natal. Antecipo que as vendas online cresçam perto de 10% em 2026, mas tão importante como saber quanto vão comprar os portugueses será perceber como vão pagar. É a essa pergunta que o Pagometer vai responder, todos os meses”, conclui Telmo Santos.

Publicidade

Conferência “A idade não se vê”, sobre proteção de menores e vendas responsáveis; 13 de outubro, 10h–12h, Lisboa
Conferência “A idade não se vê”, sobre proteção de menores e vendas responsáveis; 13 de outubro, 10h–12h, Lisboa

Siga-nos em sidebar-1