Consumidora sénior a escolher vegetais embalados na secção de frescos de um supermercado. A cliente observa e seleciona produtos hortícolas refrigerados, num corredor dedicado a saladas, legumes e alimentos frescos, evidenciando hábitos de compra focados na alimentação saudável e na qualidade dos produtos Foto Shutterstock

Vendas de alimentos caem pela primeira vez em quase três anos

As vendas do comércio de produtos alimentares, bebidas e tabaco recuaram 0,3% em agosto, em termos homólogos, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Trata-se da primeira quebra homóloga desde dezembro de 2023 e do pior registo desde março desse ano, quando o índice tinha recuado 3,4%.

Comércio especializado cai 6,5%

A evolução foi particularmente negativa no comércio especializado. Frutarias, talhos, peixarias, padarias e outros estabelecimentos especializados registaram uma quebra homóloga de 6,5%, o pior resultado desde fevereiro de 2021, período marcado ainda pelos efeitos da pandemia.

O desempenho contrasta com o dos supermercados, mercearias e restantes estabelecimentos não especializados. Neste segmento, as vendas ainda cresceram 0,5% em agosto, embora num ritmo significativamente inferior ao observado nos meses anteriores.

Ainda assim, este foi o crescimento mais baixo desde dezembro de 2023, quando o índice tinha avançado apenas 0,3%.

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